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Pedro Carreiro
Publicado em 5 de agosto de 2026 às 18:48
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, se posicionou pela primeira vez sobre o polêmico projeto da Fifa que previa a criação de uma estrutura privada para administrar as principais competições da entidade. O dirigente afirmou ser contrário à possibilidade de venda de participações dos direitos dos torneios organizados pelo futebol mundial. >
A declaração aconteceu nesta quarta-feira (5), durante visita a Teresina, no Piauí, para a inauguração do Centro de Desenvolvimento do Futebol do estado. Segundo Xaud, a CBF vem discutindo o tema com a Conmebol e deverá adotar uma posição conjunta com a entidade sul-americana.>
"Estamos conversando com a Conmebol em relação a este assunto, mas é uma coisa que a gente não vê com bons olhos. Vamos tomar uma decisão em bloco, junto com a Conmebol, mas eu, particularmente, sou um pouco contra a essa venda dos direitos", afirmou o presidente da CBF.>
Samir Xaud em treino da Seleção Brasileira
Apesar da manifestação pessoal do dirigente, a CBF ainda não divulgou um posicionamento oficial sobre o assunto. A Confederação Brasileira é uma das filiadas à CONMEBOL, que havia se manifestado de forma neutra em relação ao projeto, afirmando em nota oficial que um posicionamento seria tomado após reunião com todas as confederações.>
A proposta apresentada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma nova empresa responsável por concentrar operações comerciais e eventos da entidade, incluindo competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.>
O plano permitia a venda de participações minoritárias para investidores privados, em um negócio avaliado em cerca de US$ 20 bilhões, aproximadamente R$ 100 bilhões.>
A iniciativa, no entanto, recebeu forte resistência de diferentes confederações continentais. A Uefa foi uma das primeiras entidades a rejeitar publicamente a proposta e chegou a ameaçar um boicote às competições organizadas pela Fifa. Confederações como Concacaf e AFC também se posicionaram contra o projeto.>
Com a pressão internacional, Infantino recuou da ideia, que acabou sendo retirada de discussão. A proposta dependia de apoio suficiente entre as federações para avançar, mas encontrou oposição da maioria das entidades envolvidas.>
O episódio acontece em meio ao movimento de Infantino em busca de apoio para tentar a reeleição à presidência da Fifa, marcada para março de 2027, durante o Congresso da entidade no Marrocos.>