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Pedro Carreiro
Publicado em 12 de agosto de 2026 às 18:22
O Vitória está atravessando uma seca de gols que já começa a preocupar no Campeonato Brasileiro. O Leão passou em branco nas últimas quatro rodadas da Série A e, nesse período, acumulou três derrotas e um empate. Para encontrar o último gol rubro-negro na competição, é preciso voltar quase um mês, à 19ª rodada, quando o time venceu o Vasco por 1x0, no dia 16 de julho. >
Considerando os sete jogos disputados pelo Vitória após a pausa para a Copa do Mundo, o cenário também não é dos mais animadores: além do gol marcado contra o Vasco, o time só conseguiu fazer gols na goleada por 4x0 sobre o Athletico-PR, pela Copa do Brasil.>
E o problema se torna ainda mais evidente quando o recorte é apenas o Brasileirão. O Vitória ainda não marcou no returno após três rodadas e é o único time que não somou pontos nas rodadas da segunda metade da competição. O jejum chegou a 381 minutos sem gols na Série A, levando em conta também os 21 minutos finais da partida contra o Vasco.>
Com apenas 22 gols em 22 partidas, o Vitória passou a ter o segundo pior ataque do Brasileirão, ficando à frente somente da Chapecoense, lanterna da competição. Ao todo, o Leão deixou de marcar em oito partidas na Série A.>
Artilheiros do Vitória no Campeonato Brasileiro
Dentro desse cenário, dois jogadores concentram boa parte da responsabilidade de colocar a bola na rede: Renê e Kayzer. Renê marcou cinco vezes no Brasileirão e soma 12 gols na temporada. Kayzer, por sua vez, tem quatro gols na Série A e 13 no ano. Juntos, os dois são responsáveis por 40% dos gols do Vitória no campeonato. >
Mas quando a dupla não aparece, o ataque rubro-negro parece perder boa parte da munição. E é justamente aí que surge uma possibilidade que Jair Ventura pode considerar para pôr um fim à seca de gols: por que não colocar os dois em campo ao mesmo tempo?>
Artilheiros do Vitória no Campeonato Brasileiro
Normalmente, Jair Ventura escala apenas um dos dois como referência no ataque e utiliza o outro durante o jogo. No entanto, Renê e Kayzer já atuaram juntos em sete oportunidades, totalizando 275 minutos em campo ao longo da temporada. >
Nesse período, a dupla participou diretamente de 9 gols do Vitória. Foram seis de Renê, sendo dois deles com assistência de Kayzer, além de outros três gols marcados pelo camisa 79. Na conta geral, isso representa uma média de aproximadamente um gol da dupla a cada 30 minutos quando estão juntos em campo.>
E não se trata apenas daquele velho cenário de "jogar a bola na área e seja o que Deus quiser" nos minutos finais, quando o time está desesperado atrás do resultado. Em duas ocasiões, Jair Ventura colocou os dois desde o início, e o ataque respondeu.>
A primeira vez foi no empate em 2x2 com o Fluminense, no Maracanã, pela 15ª rodada do Brasileirão. Kayzer marcou de pênalti e depois serviu Renê para fazer o segundo gol do Vitória. O Leão chegou a ficar em vantagem por 2x1, mas os dois atacantes foram substituídos por Jair Ventura antes do fim da partida e o time cedeu o empate. >
A segunda experiência aconteceu justamente em um jogo em que o Vitória precisava de gols a qualquer custo. Na partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Athletico-PR, no Barradão, o Leão precisava reverter a derrota por 2 a 0 sofrida no primeiro confronto.>
Com Renê e Kayzer juntos em campo, o Vitória chegou a abrir 3x0, com dois gols de Renê e outro de Erick, antes de fechar a goleada por 4x0, com gol de Marinho, e garantir a classificação às quartas de final.>
Após a derrota por 2x0 para o Flamengo, no último domingo (9), Jair Ventura explicou por que não iniciou aquela partida com os dois centroavantes. Segundo o treinador, Kayzer não estava em condições físicas ideais por causa de um problema na panturrilha. >
“Fizemos os dois 9 contra o Fluminense. Hoje [contra o Flamengo] não dava porque o Kayzer está com a panturrilha arrebentada. Então, hoje não tinha possibilidade. Mas, de repente, o Kayzer está em umas condições boas, de repente não iniciar, mas sim, de repente ele entra no jogo”, explicou.>
O treinador também ressaltou que a utilização dos dois atacantes depende do contexto de cada partida e lembrou justamente do jogo contra o Fluminense e da necessidade de correr riscos diante do Athletico-PR.>
“Eu não posso jogar meu ‘all-in’ todo de cara e aí o que acontece se as coisas não acontecerem? Mas ali eu tinha que jogar o ‘all-in’ de cara porque meu tempo era curto. Apesar de 90 minutos mostrar que é muito tempo no Barradão. Mas ali o tempo era curto e 2x0 o adversário. Então, é circunstancial”, afirmou.>
Jair, porém, não descartou repetir a estratégia quando entender que o cenário pede uma postura mais agressiva.>
“Vai depender do que a gente quer, do momento do jogo, mas já mostramos contra o Fluminense, inclusive no 2x2, tomamos um gol no finalzinho. Começou com Kayzer e Renê”, relembrou. >
Com a possibilidade de utilizar os dois centroavantes em mente, Jair Ventura iniciou nesta quarta-feira (12) a preparação do Vitória para o próximo compromisso pelo Brasileirão. Após dois dias de folga, o elenco se reapresentou no CT Manoel Pontes Tanajura e deu início aos trabalhos para enfrentar o Botafogo.>
O duelo contra o Fogão está marcado para domingo (16), às 16h, no Barradão, pela 23ª rodada da Série A. Nesta quinta-feira (13), o elenco volta aos trabalhos na Toca do Leão, dando sequência à preparação para a partida.>