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Carol Neves
Publicado em 20 de julho de 2026 às 11:24
A tentativa de Donald Trump de participar da celebração do título da Espanha virou uma das cenas mais comentadas após a final da Copa do Mundo. O presidente dos Estados Unidos tentou se posicionar no centro da foto dos campeões, ao lado do capitão Rodri e do troféu, mas acabou sendo retirado da posição pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. >
O momento ocorreu logo depois da vitória espanhola sobre a Argentina no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Enquanto os jogadores se preparavam para levantar a taça, Rodri indicou que a comemoração só começaria quando Trump deixasse aquele espaço privilegiado na imagem.>
O americano ainda tentou permanecer entre os atletas, sorrindo e se encaixando entre as camisas vermelhas da seleção espanhola. A situação só foi resolvida quando Infantino se aproximou, tocou no braço do presidente e sinalizou que ele deveria sair do enquadramento da transmissão.>
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Antes disso, Trump já havia sido alvo de vaias durante a cerimônia de premiação. Ao entrar no gramado para entregar medalhas aos jogadores, parte dos cerca de 80 mil torcedores presentes no estádio reagiu negativamente à presença do presidente americano.>
A cena reforçou a marca política que acompanhou a Copa de 2026. Embora tenha sido um dos principais símbolos da realização do torneio nos Estados Unidos, Trump não acompanhou nenhuma partida antes da decisão e apareceu publicamente em um estádio apenas na final.>
A aproximação com Infantino foi um dos pontos de destaque durante o Mundial. O dirigente da Fifa fez elogios ao presidente americano em eventos oficiais e afirmou que o sucesso da competição também estava ligado ao papel dos Estados Unidos como país-sede.>
"O senhor não precisa que lhe façam elogios, sr. Presidente", disse Infantino antes de completar: "Mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem o senhor".>
Trump também tentou transformar o torneio em uma vitrine de sua gestão, destacando os impactos econômicos do evento. Em entrevista antes da final, afirmou que os Estados Unidos haviam mostrado ser "um país de futebol".>
"Em minha primeira reunião com Gianni (no primeiro mandato), ele veio com essa ideia (de os EUA sediarem a Copa) e eu falei; 'isso é loucura, nós não somos o país do futebol'. E nós mostramos que somos um país de futebol. Nunca houve nada como isso", declarou.>
A presença constante de Trump na agenda da Fifa também gerou críticas ao longo da competição, principalmente após o governo americano pressionar pela revisão de uma punição aplicada ao atacante da seleção dos EUA. A suspensão acabou retirada pela entidade, em uma decisão contestada pela Uefa.>
Apesar da grande exposição internacional, o impacto da Copa entre os americanos foi menor do que o governo esperava. Uma pesquisa divulgada antes da final apontou que mais da metade dos entrevistados disse não ter assistido a nenhum jogo do Mundial.>