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Carol Neves
Publicado em 18 de agosto de 2026 às 07:36
O zagueiro Ruan Tressoldi entrou na Justiça contra o São Paulo e pede R$ 13,7 milhões por uma série de alegadas irregularidades durante seu empréstimo ao clube, entre janeiro e junho de 2025. Entre as acusações estão suposta negligência no tratamento de uma lesão no joelho, ausência de seguro obrigatório para atletas e atrasos em pagamentos de direitos de imagem.>
Segundo o relato do jogador, divulgado pelo Uol, as dores começaram durante a partida contra o Palmeiras, em 11 de maio. Ele afirma ter comunicado o problema, mas foi mantido em campo e posteriormente relacionado para enfrentar o Libertad, três dias depois, sem passar por exames. Uma ressonância realizada em 15 de maio identificou lesão no menisco, edema e tendinopatia no tendão patelar. Mesmo assim, Tressoldi diz ter sido escalado contra o Náutico, em 20 de maio.>
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O atleta também relata ter sido submetido a um procedimento com Plasma Rico em Plaquetas sem informações suficientes para decidir sobre o tratamento. Na ação, afirma que a cirurgia posteriormente indicada acabou sendo adiada em meio a discussões sobre quem deveria assumir os custos.>
Tressoldi diz ainda que pediu ao clube que acionasse o seguro de atleta para custear a operação, mas foi informado de que a cobertura não havia sido contratada. O empréstimo terminou em 30 de junho, sem que ele tivesse sido operado. A cirurgia acabou sendo realizada em 8 de julho, segundo o processo, com pagamento parcelado em quatro vezes no cartão de crédito.>
O jogador também cobra valores relacionados a direitos de imagem, que, segundo ele, chegaram a ficar três meses atrasados. Do total pedido à Justiça, R$ 6 milhões correspondem à alegada falta do seguro, enquanto R$ 4,5 milhões são requeridos por danos morais. Há ainda cobranças por direitos de imagem, verbas rescisórias, despesas médicas, multas e honorários.>
O clube contesta as acusações e afirma que o jogador recebeu acompanhamento médico contínuo, com exames, fisioterapia e avaliações especializadas. Na defesa, sustenta que ele tinha acesso a um plano de saúde com cobertura premium, incluindo atendimento no Hospital Albert Einstein, "apta a custear os procedimentos necessários ao seu tratamento e bem-estar, inexistindo qualquer negativa de assistência que possa ser imputada ao SPFC".>
A equipe também afirma que tentou negociar com o Sassuolo, da Itália, a permanência do defensor, mas não chegou a um acordo. Sobre os valores da rescisão, diz que todas as obrigações foram quitadas conforme a legislação.>
Uma audiência do processo está prevista para esta terça-feira (18).>