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Publicado em 29 de junho de 2026 às 07:00
Noventa por cento. Essa é a chance de cura quando o câncer de pulmão é descoberto no estágio inicial, um número que contrasta com a realidade de uma doença que figura entre as mais incidentes e letais do Brasil. O problema é que, nesse estágio, o tumor raramente dá sinais.
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Nádia Martins fumou por 49 anos. Começou aos 18, parou aos 67, e só descobriu o nódulo no pulmão em 2024, numa tomografia de rastreamento. Dois anos depois, aos 80, saiu de uma cirurgia de retirada do nódulo no pulmão sem precisar de nenhum tratamento complementar. "Se não fossem as pessoas perguntando, eu nem lembrava que tinha me submetido ao procedimento. Mas me lembro que não foi fácil receber esse diagnóstico, mas a minha fé e a minha família me mantiveram de pé. Foi por causa do cigarro que isso me aconteceu. Se eu pudesse voltar atrás, eu jamais teria fumado na vida.">
Rede Américas
A trajetória de Nádia não é uma exceção. É o resultado de um protocolo rigoroso conduzido pelo Hospital da Bahia e pela Clínica AMO, referências em cuidado oncológico integrado na Bahia: o nódulo foi monitorado por quase dois anos antes de qualquer intervenção e, quando o crescimento indicou cirurgia, em abril de 2026, a decisão já havia sido planejada por uma equipe multidisciplinar. "Como foi diagnosticado no início e a cirurgia foi um sucesso, eu não precisei de tratamento complementar", resume.>
O câncer de pulmão cobra um preço alto no Brasil. Para o triênio 2026-2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 35 mil novos casos de tumores de traqueia, brônquio e pulmão por ano, aproximadamente 19 mil entre homens e mais de 16 mil entre mulheres. Só na Bahia, a projeção é de 1,5 mil novos casos anuais, com Salvador concentrando cerca de 380 diagnósticos.>
Para o oncologista Iuri Santana, especialista em tumores pulmonares da AMO, o desafio central não é o tratamento: é chegar cedo o suficiente para tratar. "Se fazemos o diagnóstico no estágio clínico I, que é basicamente o achado de um nódulo pulmonar, a chance de cura é superior a 90%", afirma. O complicador é que os tumores em estágio inicial costumam ser assintomáticos, o que torna o rastreamento não uma precaução, mas uma necessidade clínica.>
"Hoje em dia, sabemos que o rastreamento de câncer de pulmão com tomografia de tórax consegue reduzir a mortalidade da doença", reforça o especialista.>
O caso de Nádia envolveu muito mais do que um médico e um bisturi. Desde a identificação do nódulo até o pós-operatório, ela foi acompanhada de forma integrada pelo Hospital da Bahia e pela Clínica AMO, duas instituições administradas pela Rede Américas, segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, que atuam em conjunto desde a investigação diagnóstica até o acompanhamento pós-cirúrgico.>
"Não há como cuidar de pacientes com câncer sem um aparato multidisciplinar completo, isso envolve time e estrutura. Prevenção, rastreamento, diagnóstico e tratamento precisam desses elos fortes entre os diversos especialistas de cada área", explica Iuri Santana. A rede envolve pneumologia, radiologia, cirurgia torácica, radio-oncologia e oncologia clínica especialidades que precisam conversar entre si em cada etapa do cuidado.>
"Durante todo o processo eu me senti bem cuidada e segura. A equipe é muito competente e extremamente humana. Eles conversaram comigo, explicaram o passo a passo e tudo isso fez com que eu me sentisse acolhida", conta Nádia.>
Quando a cirurgia é indicada, os avanços tecnológicos têm permitido procedimentos cada vez menos invasivos e uma recuperação mais rápida. No Hospital da Bahia, para casos como o de Nádia os procedimentos são realizados por videotoracoscopia (VATS) e cirurgia robótica (RATS), associadas a protocolos modernos de segurança assistencial.>
Para o cirurgião torácico Iury Melo, do Hospital da Bahia, a tecnologia importa, mas o diferencial real está na articulação entre as equipes. "O tratamento do câncer de pulmão moderno não é o show de um homem só. A integração entre a equipe cirúrgica do Hospital da Bahia e os oncologistas clínicos, radiologistas e demais especialistas da AMO é o nosso maior diferencial. O paciente nunca se sente perdido no sistema; ele entende que há uma única mente pensante cuidando dele, do diagnóstico à cura", afirma.>
Essa articulação acontece por meio de discussões multidisciplinares regulares, que garantem decisões mais assertivas e individualizadas. Imunoterapia e terapia-alvo estão entre as modalidades que também passam por esse crivo coletivo, sendo indicadas conforme o perfil clínico e molecular de cada paciente.>
Dois meses depois da cirurgia, Nádia está "maravilhosa", palavra dela que resume sua condição de saúde e estado de espírito. "Todo mundo se surpreende como estou bem", diz. O que a história dela mostra, no fundo, é simples: o câncer de pulmão mata menos quando é encontrado cedo e tratado por quem sabe trabalhar junto.>
A Rede Américas é a segunda maior rede de hospitais privados do Brasil, resultado da união de importantes grupos da saúde suplementar (Amil e Dasa). A rede reúne experiência, inovação e uma estrutura voltada para o atendimento de alta qualidade.>
Presente em diversos estados brasileiros, a Rede Américas oferece um modelo de cuidado integrado, sustentado por tecnologia de ponta, equipes altamente qualificadas e serviços de alta complexidade. Com foco na segurança, eficiência e humanização, a instituição coloca o paciente no centro de sua atuação, promovendo uma jornada de cuidado completa em todas as etapas do atendimento.>
Em Salvador, esse modelo de cuidado integrado ganha forma por meio da atuação estratégica do Hospital da Bahia e da Clínica AMO, ambas administradas pela Rede Américas.>
Hospital da Bahia, com 20 anos de atuação, a unidade oferece serviços de média e alta complexidade, infraestrutura moderna com parque tecnológico avançado, equipe multidisciplinar altamente qualificada e pronto atendimento de urgência e emergência 24 horas.>
Clínica AMO é referência em oncologia clínica e hematologia, oferecendo atendimento humanizado, integral e multidisciplinar. Atua na atenção primária e ginecologia preventiva, realizando diagnósticos integrados também com foco saúde da mulher.>
Este conteúdo não representa a opinião do Jornal Correio e é de responsabilidade do autor.>