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Estúdio Correio
Publicado em 14 de setembro de 2026 às 11:26
Oito horas de estudo por dia. Blocos de cores. Um fim de semana inteiro reservado para simulados. Esse cronograma costuma morrer na quarta-feira, e o diagnóstico que o aluno faz de si mesmo é quase sempre o mesmo: faltou disciplina. >
Faltou, na verdade, um cronograma possível. E ainda dá tempo de montar um. As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos domingos 8 e 15 de novembro, o que deixa cerca de nove semanas de preparação, tempo suficiente para construir uma rotina e, principalmente, para sustentá-la até o fim. É essa rotina, somada à dedicação dos meses anteriores, que constrói a nota do exame. >
Enem 2026
Diretora do Pré-Vestibular Bernoulli, Margrit Gusmão acompanha há anos a mesma cena se repetir em setembro. Abaixo, ela organiza em seis decisões o que separa um planejamento que funciona de um que só parece bonito no papel. >
A primeira crença a abandonar é a de que tempo com o caderno aberto se converte automaticamente em conteúdo aprendido. >
“O aluno não precisa estudar o dia inteiro para ter um bom desempenho. O mais importante é criar consistência”, afirma Margrit Gusmão. >
A diferença fica clara na comparação entre dois estudantes com a mesma carga semanal. O primeiro concentra tudo em dois dias de esforço extremo e passa os outros cinco longe do conteúdo. O segundo distribui a mesma quantidade de horas em períodos menores, todos os dias. O segundo lembra mais, e chega a novembro sem o desgaste do primeiro. >
“É melhor estudar todos os dias por um período satisfatório do que manter uma rotina irregular, com dias de estudo intenso seguidos por dias sem nenhuma dedicação. A constância é o que garante a fixação do conteúdo a longo prazo”, explica a diretora. >
Planejar hora a hora é frágil: qualquer imprevisto derruba a estrutura inteira e o aluno conclui que o plano não serve. Planejar por semana é mais consistente, o que não saiu na terça pode sair na quinta, sem que o cronograma seja todo descartado. >
Uma semana bem montada mistura três tipos de atividade, e não apenas a primeira delas: >
- Estudo de teoria — aula, leitura e anotação. Cabe bem em três ou quatro dias, com uma ou duas matérias por dia. >
- Resolução de questões — todos os dias, em um número fixo e realista, daqueles que se cumprem até em um dia cheio. >
- Revisão do que já foi visto — duas ou três vezes por semana. >
Dois compromissos completam o desenho: um horário próprio para voltar às questões erradas e uma redação por semana, escrita no tempo da prova. O descanso entra todos os dias, com hora definida com antecedência, em vez de ser o que sobrar. >
A recomendação vale para todos os estudantes: intercalar teoria, prática e revisão dentro da mesma semana, em vez de empilhar conteúdo novo por semanas e deixar a resolução de questões para o fim. >
Revisão é o item que mais aparece nos cronogramas e o que menos acontece de fato, em parte porque muita gente confunde revisar com passar o olho na anotação. >
“Revisar fortalece a memória relacionada ao conteúdo estudado. É nesse momento que o conhecimento se torna duradouro e acessível”, diz Margrit. >
- A revisão funciona melhor quando é ativa e espaçada. Na prática, isso significa: >
- Tentar lembrar antes de conferir o material; >
- Usar flash cards com perguntas e respostas; >
- Montar um mapa mental sem olhar a anotação; >
- Retomar o assunto alguns dias depois, e não no mesmo dia. >
E funciona melhor ainda quando é seletiva. “O estudante precisa identificar quais conteúdos já domina e reforçar os pontos em que apresenta mais dificuldade. É essa mudança de postura que faz diferença na reta final”, pontua a diretora. >
Há um bloco de estudo que quase nunca aparece nos cronogramas e que costuma render mais do que uma matéria nova: o de voltar às questões erradas. >
“Não adianta só ler ou assistir aulas. É importante reservar um tempo para praticar o que foi estudado e, principalmente, para voltar aos erros e entender por que eles aconteceram. Esse é o tipo de estudo que realmente fica”, afirma. >
Um horário por semana e a lista dos próprios erros já mudam a rotina seguinte. A pergunta a fazer em cada questão errada é sempre a mesma: qual foi a causa? >
- As quatro causas de um erro: leitura apressada do enunciado. O ajuste é de método: sublinhar o que a questão pede antes de olhar as alternativas.>
- Conceito que não estava firme. O ajuste é de conteúdo: esse tópico volta para a revisão da semana seguinte. >
- Erro de cálculo ou de execução. O ajuste é de treino: mais questões do mesmo tipo, em série. >
- Falta de tempo. O ajuste é de prova: treinar com cronômetro e decidir mais rápido o que deixar para depois. >
Nenhuma dessas causas se resolve estudando mais matéria nova, se resolve com mais treino. >
No mínimo uma redação por semana, escrita no tempo da prova, é o hábito que mais distingue quem tem boa nota de quem tem boa teoria. Escrever sob relógio treina três coisas ao mesmo tempo: repertório, estrutura e ritmo. >
Além da frequência, o estudante precisa dominar as 05 competências avaliadas, produzir um texto autoral e ampliar suas referências socioculturais, para ter argumentos e conseguir relacioná-los de forma pertinente. >
Para encurtar o intervalo entre escrever e receber a correção, o Bernoulli desenvolveu a PraticAI, ferramenta que usa inteligência artificial como apoio ao treino para praticar mais, receber devolutivas rápidas e evoluir com consistência. >
6) Descanso e sono entram no plano, não no que sobra >
Cronograma que não prevê pausa não é cumprido por muito tempo. E o cansaço acumulado tende a aparecer justamente no dia da prova. >
“Se o estudante estiver superpreparado em termos de conteúdo, mas abrir mão de momentos para aliviar o estresse, ele pode cometer erros que vão trazer impacto para o seu desempenho. Ter um cronograma de descanso ajuda a manter o equilíbrio”, diz Margrit. >
Nas últimas semanas, vale ajustar o relógio ao formato do exame. Nos dois domingos de prova, os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília, e a aplicação começa às 13h30 E vai até as 19h no primeiro dia e até as 18h30 no segundo dia. Fazer simulados nesse mesmo horário, treina o corpo para o esforço real. >
Nenhum planejamento sobrevive intacto a nove semanas. Metas não cumpridas e dificuldades novas fazem parte do processo, e um ritual curto resolve boa parte disso: uma hora no fim de semana para olhar o que ficou pendente, o que rendeu e o que entra na semana seguinte. >
“Um bom cronograma é aquele que se adapta à realidade do estudante, e não o contrário. Se algo não está funcionando, o caminho é ajustar, não desistir do planejamento como um todo”, conclui a diretora do Pré-Vestibular Bernoulli. >
Método de estudo é o que sustenta resultado ao longo do tempo, e é também o que explica a trajetória por trás dessas orientações: o Bernoulli é o 1º lugar da Bahia no Enem pelo nono ano consecutivo. >
Para quem prefere seguir um percurso já organizado, a Central Enem Bernoulli oferece aulas de revisão on-line e gratuitas, com um módulo dedicado exclusivamente à redação. São conduzidas pelos professores especialistas do Bernoulli, e o progresso fica visível na área logada.>
O Projeto Maratona da Educação - ENEM 2026 é uma realização do jornal Correio com patrocínio da Bernoulli Educação.>