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Millena Marques
Publicado em 17 de agosto de 2026 às 14:44
A trajetória acadêmica da estudante de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Danielle de Novaes Tosta, acaba de ganhar um capítulo internacional. Selecionada para um intercâmbio no Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, ela atribui parte importante dessa conquista às experiências vividas no programa CreaJr-BA, iniciativa voltada à aproximação de estudantes com o Sistema Confea/Crea. >
Ao longo de quase quatro anos de participação no programa, Danielle acumulou experiências que foram além da formação técnica. A estudante esteve envolvida em ações de liderança, representação estudantil e organização de eventos, atividades que contribuíram para o desenvolvimento de competências valorizadas tanto no ambiente acadêmico quanto no mercado de trabalho.>
“Participei durante quase quatro anos do CreaJr-BA. Nesse período, adquiri uma percepção muito mais ampla sobre a importância do Conselho e hoje defendo, com propriedade, o trabalho desenvolvido pelo Crea-BA. Todos os futuros profissionais deveriam ter a oportunidade de conhecer os benefícios, as obrigações e os direitos relacionados ao exercício profissional”, afirma.>
Paralelamente à atuação no CreaJr-BA, Danielle também presidiu o grupo Women in Engineering (WIE), ligado ao Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) da Uefs. Segundo ela, essas experiências fortaleceram habilidades como liderança, comunicação, trabalho em equipe, responsabilidade institucional e capacidade de articulação.>
A estudante iniciou sua trajetória ainda no ensino técnico, no Instituto Federal Baiano, onde atuou como bolsista em pesquisas voltadas à área de bebidas fermentadas. Desde então, construiu um percurso marcado pelo interesse científico e pela busca por soluções capazes de gerar impacto social e tecnológico.>
Em Portugal, Danielle pretende aprofundar estudos relacionados à produção e ao processamento de alimentos, com foco em áreas como extração de óleos, produção de vinhos, tecnologia de cereais e desenvolvimento de produtos lácteos. O intercâmbio terá duração inicial de seis meses, com possibilidade de extensão por mais um semestre, e as atividades acadêmicas começam em setembro.>
“Pretendo valorizar o trabalho de pesquisa com frutas desenvolvido em nossos territórios, absorvendo o máximo possível das tecnologias utilizadas na Europa. Acredito que os conhecimentos relacionados à extração de óleos, ao beneficiamento de cereais e às inovações em produtos lácteos possam ser adaptados de forma sustentável à realidade brasileira, contribuindo para valorizar a biodiversidade do Semiárido e do Recôncavo, gerar renda, fortalecer a segurança alimentar e ampliar a autonomia tecnológica”, destaca.>
Para o presidente do Crea-BA, Joseval Carqueija, a conquista reforça a relevância de programas voltados à formação complementar de estudantes e jovens profissionais.>
“Fico muito feliz em saber que a experiência proporcionada pelo Programa CreaJr-BA contribuiu diretamente para essa conquista. Resultados como esse mostram que estamos no caminho certo ao fortalecer iniciativas como o CreaJr e o Jovem Engenheiro. Precisamos investir cada vez mais nos estudantes e nos jovens profissionais, oferecendo oportunidades de capacitação, integração, liderança e desenvolvimento”, afirma.>
Segundo ele, o fortalecimento das novas gerações deve ser encarado como uma estratégia essencial para o futuro das profissões ligadas ao Sistema Confea/Crea.>
“Esses jovens serão responsáveis por planejar, projetar e executar as soluções de que o Brasil precisa para avançar. Ao valorizá-los desde a formação acadêmica, contribuímos para preparar profissionais mais conscientes, qualificados, inovadores e comprometidos com o desenvolvimento sustentável do país. Investir nos jovens profissionais é investir no futuro da engenharia, da agronomia, das geociências e do próprio Brasil”, acrescenta.>
A oportunidade de intercâmbio foi viabilizada pela Assessoria Especial de Relações Institucionais (AERI) da Uefs, responsável por promover parcerias com instituições de ensino e pesquisa no Brasil e no exterior. O programa existe há cerca de duas décadas e já possibilitou que aproximadamente mil estudantes participassem de experiências acadêmicas internacionais.>
Para Danielle, o processo seletivo levou em consideração não apenas o desempenho acadêmico, mas também o histórico de participação em atividades extracurriculares e de liderança.>
“Durante o processo seletivo, são analisados o desempenho acadêmico, a motivação e toda a trajetória do estudante. O CreaJr-BA me tirou da zona de conforto, promoveu a integração com estudantes de outras engenharias e contribuiu de forma significativa para o meu desenvolvimento pessoal e profissional”, conclui.>