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Escola leva menino autista de 6 anos para casa dentro de saco plástico para não sujar carro com fralda suja e revolta mãe

Segundo a mãe, escola alegou que criança foi colocada na sacola para não sujar veículo da Secretaria de Educação; Polícia Civil investiga o caso

  • Foto do(a) author(a) Fernanda Varela
  • Fernanda Varela

Publicado em 3 de outubro de 2026 às 15:36

Menino foi colocado em sacola plástica
Menino foi colocado em sacola plástica Crédito: Reprodução

Um menino de 6 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi enviado da escola para casa dentro de uma sacola plástica e com a fralda suja de fezes em Alagoinhas, no interior da Bahia. O caso aconteceu em 24 de setembro, mas veio a público neste fim de semana. A Polícia Civil investiga a denúncia, enquanto a prefeitura abriu uma sindicância para apurar o ocorrido.

A criança é estudante da rede municipal de ensino. Segundo a mãe, Camila de Jesus Almeida, a escola entrou em contato com a família naquele dia e informou que mandaria o garoto para casa porque não havia fralda nem roupa disponíveis para fazer a troca.

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Camila afirma, porém, que o filho costuma levar fraldas e mudas de roupa na mochila.

Ao receber a criança, a família percebeu que o menino estava dentro de uma sacola plástica. A mãe procurou imediatamente a direção da unidade de ensino para pedir explicações.

“De imediato, eu entrei em contato com a direção da escola, cobrando uma explicação do porquê meu filho foi mandado para casa daquele jeito. A diretora me informou que ela tinha vestido ele com aquela sacola para que não sujasse o carro da Secretaria Municipal de Educação”, relatou.

Segundo a família, situações envolvendo a falta da troca da criança já teriam acontecido outras três vezes. De acordo com os familiares, nas ocasiões anteriores, os itens necessários também estavam na mochila do menino.

Mãe procurou polícia e Ministério Público

Após o episódio, Camila procurou a Secretaria Municipal de Educação. Segundo ela, inicialmente foi proposto que a situação fosse resolvida internamente, “sem envolver outros meios”.

Insatisfeita, a mãe registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Alagoinhas. A Polícia Civil informou que apura uma denúncia de constrangimento e que realiza diligências e oitivas para esclarecer as circunstâncias do caso.

A família também procurou o Ministério Público da Bahia (MP-BA). Depois de conceder uma entrevista a uma rádio local, Camila afirma que foi chamada para uma nova reunião com a Secretaria de Educação. “Propuseram que eu trocasse meu filho de escola, como se meu filho que tivesse feito algo de errado”, lamentou.

A mãe informou à secretaria que o menino não retornará à unidade enquanto não houver mudança na direção. Segundo ela, a criança também não recebeu apoio psicológico após o episódio.

Em nota, a Prefeitura de Alagoinhas informou que a Secretaria Municipal de Educação ouviu a família e os profissionais envolvidos para apurar as circunstâncias da ocorrência. Os relatos e documentos reunidos foram encaminhados ao setor jurídico do município, que determinou a instauração de uma sindicância para investigar os fatos e verificar eventual responsabilidade funcional.

A administração municipal afirmou ainda que acompanha o caso e que adotará as providências consideradas cabíveis após a conclusão da apuração.