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Intimidada por segurança armado: Sinpojud diz que férias de jornalista emitidas não foram autorizadas

Manoel Suzart diz que caso está sendo apurado e que imagens das câmeras da sede estão sob análise das autoridades

  • Foto do(a) author(a) Bruno Wendel
  • Bruno Wendel

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 05:00

Jornalista é intimidada com segurança armado após questionar férias no Sinpojud, diz sindicato
Jornalista é intimidada com segurança armado após questionar férias no Sinpojud, diz sindicato Crédito: Divulgação

Após a denúncia da jornalista Fernanda Gama, presidenta do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), sobre a presença de um vigilante armado durante uma tentativa de obter sua assinatura no aviso de férias, o presidente do Sinpojud, Manoel Suzart, afirmou que o caso está sendo apurado. Em nota, ele disse que “não tinha conhecimento prévio” dos acontecimentos e que tomou ciência do episódio por meio de publicações em sites, blogs e redes sociais.

Jornalista é intimidada com segurança armado após questionar férias no Sinpojud, diz sindicato por Divulgação

Segundo Suzart, a programação das férias de Fernanda “não foi submetida à Presidência nem à Diretoria de Finanças e Convênios para anuência”. O presidente afirma que já solicitou esclarecimentos e documentos ao diretor de Administração e Patrimônio, Damião Correia, responsável pelo setor de Recursos Humanos, para verificar por que o procedimento não foi encaminhado à Presidência.

Sobre o episódio envolvendo o vigilante armado, Suzart afirma que o Sinpojud “não tem seguranças”, mas conta com serviços de portaria e vigilância patrimonial. Segundo ele, a situação está sendo apurada e “todo o sistema de monitoramento de câmeras já está sendo analisado pelas autoridades competentes”.  

O caso veio à tona depois que a jornalista divulgou o episódio nas redes sociais. "Eu estava sozinha na minha sala quando fui abordada e me vi diante de três homens, sendo um deles um segurança armado. Como mulher, naquela situação, me senti intimidada, coagida, insegura e com medo. Me senti desrespeitada como trabalhadora, como pessoa e também como dirigente sindical, sendo hoje presidenta do Sindicato dos Jornalistas da Bahia", declara ela ao CORREIO. 

A jornalista espera que a direção do Sinpojud adote as providências necessárias "para que eu possa voltar a exercer meu trabalho com segurança, respeito e dignidade". "Tudo isso mexeu muito comigo, emocional e psicologicamente, a ponto de hoje eu ter medo de voltar ao meu ambiente de trabalho. Eu não me sinto segura lá. Depois de mais de 14 anos trabalhando na instituição, é muito doloroso chegar a esse ponto", declara. 


Leia nota na íntegra

Sobre a matéria apresentada pela funcionária Fernanda Gama ao Ministério Público do Trabalho, relacionada às suas férias, esclareço que, no dia 02/10/2026, estava cumprindo agenda externa e não estive na sede do SINPOJUD. Não tinha conhecimento prévio nesta data dos acontecimentos e tomei ciência da situação por meio de publicações em blogs, sites e redes sociais que ventilavam essas informações.

As providências já estão sendo adotadas e serão apuradas, já solicitei esclarecimentos e os documentos pertinentes ao Diretor de Administração e Patrimônio, responsável e competente pela coordenação do setor de Recursos Humanos conforme inciso VIII do artigo 38 do estatuto social e que tem responsabilidade organizacional pelas férias dos funcionários.

O art. 33, § 7º, do Estatuto Social do SINPOJUD estabelece a autonomia e responsabilidade administrativa de cada diretoria no âmbito de sua pasta.

Já o art. 38, incisos VIII e IX, atribui respectivamente à Diretoria de Administração e Patrimônio a coordenação do RH e organização das férias dos funcionários, com encaminhamento para anuência da Presidência e da Diretoria de Finanças e Convênios.

Até o momento, a programação das férias da referida funcionária não foi submetida à Presidência nem à Diretoria de Finanças e Convênios para anuência. Estamos apurando para verificar a procedência do Diretor de Administração e Patrimônio Damião Correia e por que esse encaminhamento não ocorreu.

Como Diretor-Presidente, prezo pelo respeito aos funcionários e pela observância de seus direitos. Já exerci a função de Diretor de Administração e Patrimônio em outra gestão no SINPOJUD e compreendo a responsabilidade que envolve a condução dessas questões.

Também entrei em contato por telefone com funcionária Fernanda Gama, por quem tenho muita estima e a quem considero uma parceira no trabalho sindical, para ouvi-la e compreender a situação mas ainda não obtive êxito.

Estamos em período eleitoral. O Diretor de Administração e Patrimônio, Damião Correia, e o Diretor de Comunicação do SINPOJUD, Tiago Pascoal, que também integra a diretoria do SINJORBA, são concorrentes ao pleito eleitoral da entidade Sinpojud em chapa adversária a minha. Espero que essa situação não tenha cunho político eleitoral, uma vez que em todos os outros anos de mandato da Diretoria Executiva isso nunca ocorreu.

Eventuais divergências político-sindicais não podem interferir na gestão administrativa, comprometer o funcionamento da entidade ou expor seus funcionários.

Não admitirei que trabalhadores sejam utilizados em disputas eleitorais. Desde que tomei conhecimento da situação, iniciei o levantamento das informações para que os fatos sejam esclarecidos com base em documentos comprobatórios.

A Diretoria Executiva permanece no exercício de seu mandato, e cada pasta deve cumprir suas atribuições. Durante o atual mandato, diversos funcionários foram promovidos, como parte das medidas de valorização dos trabalhadores da entidade.

A Presidência adotará as providências cabíveis a partir dos esclarecimentos obtidos e prestará as informações solicitadas pelas autoridades competentes.

Respeitosamente,

Manuel Suzart

Diretor-Presidente

SINPOJUD