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Bruno Wendel
Publicado em 3 de outubro de 2026 às 15:00
A jornalista Fernanda Gama, presidenta do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), recebeu uma advertência no local de trabalho na presença de um segurança armado. Fernanda usou as redes sociais nesta sexta-feira (3) para denunciar o episódio, que ocorreu após ela se recusar a assinar um aviso de férias entregue pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário da Bahia (Sinpojud) na véspera do início do período. >
Jornalista é intimidada com segurança armado após questionar férias no Sinpojud
“É muito triste e preocupante que uma situação como essa aconteça justamente dentro de uma entidade sindical, ainda mais uma entidade que representa trabalhadores do Poder Judiciário e que, por isso, deveria ser a primeira a observar a legislação e a respeitar os direitos dos seus próprios trabalhadores”, disse Fernanda ao CORREIO.>
Segundo o Sinjorba, a jornalista foi avisada às 12h23 de quarta-feira (30) de que sairia de férias já na quinta (1º), em procedimento que, de acordo com o departamento jurídico da entidade, contraria regras da CLT. Na quinta, Fernanda compareceu normalmente ao trabalho e recebeu a advertência do chefe do RH, Ribamar Silveira, que, segundo o sindicato, estava acompanhado de dois funcionários e do segurança armado. Na sexta (2), Ribamar teria retornado à sala de imprensa novamente com o segurança para obter a assinatura do documento. Fernanda se recusou. O sindicato afirma ainda que o e-mail institucional utilizado pela jornalista foi bloqueado na quinta.>
O Sinjorba diz que os novos episódios serão acrescentados à denúncia apresentada ao Ministério Público do Trabalho (MPT) junto com a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). A representação já havia sido feita após um episódio em julho, quando, segundo as entidades, um delegado sindical tentou filmar sem autorização uma conversa entre Fernanda e o presidente do Sinpojud, Manoel Suzart. Para o Sinjorba, a sequência configura práticas antissindicais e assédio moral. A entidade afirma que avalia medidas judiciais. O CORREIO procurou o Sinpojud, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.>