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Bruno Wendel
Publicado em 23 de junho de 2026 às 11:27
Quatro anos antes de ser morto durante uma corrida por aplicativo, o baiano José de Sena já havia passado pelo terror de cair nas mãos de criminosos que se passaram por passageiros. Em 2022, ele foi assaltado, colocado no porta-malas do próprio carro e abandonado pelos bandidos após momentos de tensão. Sobreviveu, mas nunca esqueceu o trauma. >
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De acordo com familiares, a experiência mudou a forma como José trabalhava. Ele passou a redobrar os cuidados durante as corridas, embora nunca tenha deixado a profissão. Era dela que tirava o sustento da família e os recursos que utilizava para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade. >
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A lembrança daquele assalto voltou à tona de forma dolorosa após o assassinato do motorista, na última sexta-feira (19). Missionário e conhecido por distribuir cestas básicas a famílias carentes, José foi morto depois de aceitar uma corrida que, segundo as investigações, pode ter sido mais uma armadilha montada por criminosos. A notícia provocou comoção entre amigos, vizinhos e pessoas que acompanhavam seu trabalho social.>
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Agora, enquanto aguardam respostas sobre o crime, parentes tentam lidar com uma coincidência difícil de aceitar: anos depois de escapar de uma falsa corrida, José acabou perdendo a vida em circunstâncias semelhantes. Para a família, além da dor da perda, fica a sensação de insegurança enfrentada diariamente por milhares de motoristas de aplicativo que saem de casa sem saber se voltarão para casa.>