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Millena Marques
Carol Neves
Publicado em 31 de agosto de 2026 às 17:54
O peixe-leão, espécie invasora que foi encontrada em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, já havia sido identificado no estado em 2025, em Maraú, município do baixo sul. A espécie é natural do oceano Indo-Pacífico e é considerada invasora nos locais onde não pertence originalmente ao ecossistema. >
A ação realizada em Porto Seguro retirou aproximadamente 500 peixes-leão do mar em apenas um mês. A iniciativa reúne a Colônia de Pescadores e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Causa Animal (Semac) e busca reduzir a presença da espécie invasora na região.>
Peixe-leão
Os pescadores recebem R$ 10 por cada peixe-leão capturado. Os exemplares são entregues à Colônia e, posteriormente, encaminhados para a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde passam a integrar pesquisas científicas.>
Na universidade, os animais serão contabilizados e terão o peso e o tamanho registrados. Os pesquisadores também vão analisar características como alimentação, genética, origem e comportamento. Outra frente dos estudos será avaliar o beneficiamento do pescado e a possibilidade de aproveitamento da espécie em uma cadeia produtiva.>
A ação deve continuar. Segundo a Prefeitura de Porto Seguro, o pagamento pelo incentivo à captura será mantido por mais um mês.>
Um dos motivos de preocupação é a capacidade de expansão da população. O animal se reproduz várias vezes ao ano e pode produzir milhares de ovos e larvas. Além disso, tem alimentação intensa e não costuma ser identificado como presa pelos possíveis predadores presentes nesses ambientes, favorecendo sua disseminação.>
O contato também pode representar perigo para os seres humanos. Na fase adulta, o peixe-leão pode apresentar 18 espinhos venenosos, capazes de provocar dor e náuseas e, em situações mais graves, até convulsões.>