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Esther Morais
Publicado em 6 de agosto de 2026 às 08:09
O sargento da reserva da Polícia Militar da Bahia Carlos Erlani Gonçalves Santos foi condenado na última terça-feira (4) a seis anos e oito meses de prisão por liderar uma milícia privada armada que atuava na região de Correntina, no oeste baiano. Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o militar comandava uma organização criminosa que atuou por mais de dez anos em conflitos fundiários envolvendo comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto.>
As investigações apontam que o grupo utilizava estrutura paramilitar, armamento, fardamento padronizado e postos de vigilância para intimidar moradores e ocupar áreas rurais.>
Sargento da reserva é condenado por liderar milícia privada armada na Bahia
Conforme a decisão judicial, o policial da reserva exercia papel de liderança na organização, sendo responsável pela administração dos recursos, definição das funções dos integrantes e controle das armas utilizadas pelo grupo.>
A condenação é resultado da Operação Terra Justa, deflagrada em abril de 2025 pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, em parceria com a Polícia Civil. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão que resultaram na localização de armas, munições e equipamentos de comunicação.>
Ainda conforme a investigação, a milícia utilizava empresas de segurança privada sem autorização da Polícia Federal para ameaçar lideranças comunitárias, restringir o acesso às áreas tradicionalmente ocupadas, destruir cercas e praticar esbulho possessório.>
Apesar da condenação, ainda cabe recurso. Até o julgamento definitivo do processo, Carlos Erlani Gonçalves Santos vai responder em liberdade e, caso a sentença seja mantida, deve iniciar o cumprimento da pena em regime semiaberto.>
Um policial militar da reserva é o profissional que já encerrou suas atividades na corporação, mas permanece vinculado à instituição e pode ser convocado em situações excepcionais previstas em lei.>
A reportagem procurou a Polícia Militar da Bahia para comentar a condenação do sargento da reserva, mas a corporação não respondeu. O espaço permanece aberto para posicionamento.>