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Da Redação
Publicado em 3 de janeiro de 2024 às 11:07
Em pleno início de ano, verão em alta e período de férias, a melhor opção pra curtir a época é ir pra praia, mas também é preciso tomar cuidado. Ao todo, Salvador teve 1.047 afogamentos não fatais registrados em 2023, sendo janeiro (165), fevereiro (133) e outubro (113) os meses que mais tiveram ocorrências. O número total representa um aumento em relação a 2022, que registrou 1.008 afogamentos não fatais. >
Para casos fatais, no entanto, o ano passado apresentou uma queda. Foram oito óbitos ante 16 em 2022. Os dados são da Salvamar para a região entre as praias de Jardim de Alah e Ipitanga. >
Os registros de ocorrência de prevenção ativa, passiva e reativa também cresceram. Em 2023, 116.857 pessoas foram alcançadas. O número mais que dobrou em relação a 2022 (27.860). As outras ocorrências que tiveram maior índice de notificação no ano passado foram: entrega de pulseiras para identificação de crianças nas praias (4.767), crianças perdidas entregues aos responsáveis (206) e S.O.S em via pública e praia (134). >
Também foram divulgados os números para intervenções com animais marinhos (24), queimadura de caravela (6) e resgates de cadáver e óbito (2) - ambos fora do trecho da Salvamar. >
As recomendações do Corpo de Bombeiros da Bahia vão da escolha de lugares guarnecidos com agentes salva-vidas a utilização de coletes apropriados no lugar de boias, que costumam apresentar uma falsa sensação de segurança. >
A busca por praias que têm guarda-vidas à disposição dos banhistas é a primeira recomendação do tenente Tarcisio Rizzeto, do 13° Batalhão de Bombeiros Militar. Isso porque os agentes possuem experiência necessária para sinalizar os pontos de maior risco de afogamento. "Ao chegar no local, é recomendado procurar o posto de guarda-vidas e se informar acerca do melhor lugar para banho", explica o tenente.>
Em rios e piscinas, locais que não costumar apresentar um posto de guarda-vidas, a principal recomendação é não ingerir bebidas alcóolicas por causa da correnteza. O ideal é tomar banho com outra pessoa e evitar que o nível da água nunca passe do umbigo.>
A utilização de boias, colchões infláveis e bolas de ar podem apresentar uma falsa sensação de segurança e, por isso, deve ser evitada. "O ideal é que se utilize o colete salva-vidas", diz Tarcisio Rizzeto.>
Mais indefesas, as crianças devem ser vigiadas ininterruptamente quando estiverem em praias, piscinas e rios. A orientação é que fiquem, no máximo, um braço de distância do responsável e devem utilizar coletes salva-vidas. "Muitas boias trazem falsa sensação de segurança e podem gerar muitos acidentes com resultado afogamento, além de que, muitas vezes, por estarem de boias, a vigilância sobre as crianças diminui, acreditando-se que estejam seguras", explica Rizzeto.>
Ao avistar uma situação de afogamento, o recomendado é acionar o guarda-vidas do local. Se não houver um agente, acione o 193, via ligação telefônica, para acionar o Corpo de Bombeiros Militar. Em seguida, sem se colocar em risco, procure algum objeto que sirva como flutuados, como garrafas pets vazias e fechadas, bolas, boias, pranchas, tampa de caixa de isopor e tente arremessar para a vítima.>