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Carol Neves
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 10:49
A executiva Erin Piacenti, de 32 anos, vice-presidente do Bank of America, morreu após ser esfaqueada em uma área movimentada de Manhattan, próxima à Times Square, em Nova York. Para as autoridades americanas, o ataque, ocorrido na segunda-feira (31), aparenta ter sido aleatório e sem motivação definida. >
Piacenti atuava na área de seleção de negócios e conflitos de interesses do banco, conforme seu perfil profissional. O escritório da instituição fica a poucos passos do local do crime.>
Em nota, o Bank of America lamentou a morte da funcionária. “Estamos chocados e profundamente tristes com a trágica perda de nossa colega. Ela era uma colega de equipe muito valorizada, de quem sentiremos muita falta. Nossos pensamentos estão com sua família e todos os seus entes queridos”, afirmou o banco.>
Formada em Direito pela Fordham Law School em 2021, Erin estudou na instituição ao lado do marido, Frank Piacenti. A universidade também manifestou pesar pela morte da ex-aluna.>
A polícia identificou a autora do ataque como Pamela Cisneros, de 49 anos. Antes de atingir a executiva, ela esfaqueou um homem de 68 anos, que sobreviveu e estava em condição estável.>
Segundo a comissária da Polícia de Nova York, Jessica Tisch, Pamela retirou duas facas de uma sacola de compras, atacou o homem e depois avançou contra Erin. Vídeos registrados por pessoas que estavam na região mostram policiais cercando a mulher, ainda armada com duas facas grandes.>
Os agentes tentaram convencê-la a largar as armas durante vários minutos. Após ela se recusar, um taser foi utilizado, mas, segundo a polícia, Pamela balançou as facas e caminhou em direção aos policiais. Dois agentes então atiraram contra ela, que morreu minutos após o ataque.>
Tisch afirmou que a mulher havia dito que não largaria as facas e que “preferia matar” os policiais. A investigação está sob responsabilidade da Divisão de Investigação da Força da Polícia de Nova York.>
A polícia informou que Pamela tinha histórico de problemas de saúde mental. Ao site Gothamist, o irmão dela, Patrick Peralta, disse que a mulher enfrentava questões psiquiátricas havia décadas, mas não costumava ser agressiva. “Realmente não sabemos como expressar ou explicar por que isso aconteceu”, afirmou, ao prestar solidariedade à família de Erin e ao homem ferido.>