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Gigante dos automóveis negocia corte de até 100 mil empregos e fechamento de fábricas

Representantes dos grupos que controlam a companhia estão reunidos para discutir as medidas

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 14 de julho de 2026 às 17:03

Empresas como a Volkswagen, que produzem no Brasil, chegam a mais de 80% de nacionalização
Empresas como a Volkswagen, que produzem no Brasil, chegam a mais de 80% de nacionalização Crédito: Divulgação

A Volkswagen, maior montadora da Europa, estuda uma ampla reestruturação que pode resultar no corte de até 100 mil postos de trabalho e no fechamento de quatro fábricas na Alemanha. Segundo informações divulgadas por agências internacionais, representantes dos grupos que controlam a companhia estão reunidos para discutir as medidas.

A fabricante enfrenta um cenário desafiador, marcado pelo aumento dos custos operacionais, pela crescente concorrência das montadoras chinesas e pelas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. Além disso, a empresa lida com um excesso de capacidade produtiva no mercado alemão, o que tem levado a direção a avaliar mudanças profundas em sua estratégia de negócios.

O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, também enfrenta pressão dos grupos Porsche e Piëch, famílias que controlam a montadora e que registraram perdas bilionárias em seus principais investimentos nos últimos anos.

Enquanto as negociações avançam, trabalhadores têm realizado manifestações contra as possíveis medidas. Em Wolfsburg, cidade criada em 1938 para abrigar funcionários da Volkswagen, cerca de 400 pessoas participaram de um protesto com bandeiras sindicais, apitos e faixas em defesa dos empregos.

Em fazenda no sul do Pará, Volkswagen se aventurou no ramo da criação de gado por Reprodução/CPT/Wolfgang Weihs/picture alliance

Jetta pode sair de linha até 2030

Em meio ao processo de reestruturação, a Volkswagen também avalia reduzir significativamente seu portfólio global de veículos. De acordo com informações publicadas pelo jornal alemão Bild, o Jetta está entre os modelos que podem deixar de ser produzidos nos próximos anos.

A publicação afirma que o sedã poderá ser descontinuado até 2030, sem ganhar uma nova geração. A montadora ainda não confirmou oficialmente a informação.

A possível decisão reflete a perda de espaço dos sedãs médios para os SUVs, segmento que domina as vendas em diversos mercados. Com a demanda em queda, o investimento em uma nova geração do Jetta teria deixado de ser considerado financeiramente viável.

O cenário difere do adotado por concorrentes como a Toyota Motor Corporation e a Honda Motor Co., Ltd., que já anunciaram novas gerações dos modelos Corolla e Civic, respectivamente.

Caso a informação seja confirmada, o Jetta encerrará uma trajetória de quase 50 anos. Lançado em 1979, o sedã acumula sete gerações e milhões de unidades comercializadas em diferentes mercados ao redor do mundo.

Tags:

Copa do Mundo Economia Volkswagen