Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Perla Ribeiro
Publicado em 3 de abril de 2026 às 08:38
A escocesa Samantha Redding, 20 anos, teve o rosto desfigurado e quase perdeu a vida ao ser atacada pelo cão de uma amiga. Parte do lábio superior da jovem foi engolido pelo animal, que avançou sem motivo aparente. De acordo com informações de agências internacionais, Samantha já conhecia o animal há muito tempo: "Convivia com ele desde que era filhote." >
O ataque aconteceu em janeiro, na cidade de Falkirk, na Escócia. No dia do incidente, a manicure estava na casa de uma amiga e foi surpreendida pela fúria do animal no momento em que se preparava para deixar o local, depois de permanecer apenas cinco minutos por lá. "Tudo durou apenas cinco segundos. Eu só lembro dele indo direto no meu rosto. Lembro de me virar, me ver no espelho e perceber que metade do meu rosto tinha sumido", contou Samantha.>
Ataques recentes de cachorros a pessoas
Depois do ataque surpresa, a jovem deixou a casa em choque e percebeu que o dono do animal, que estava no quintal, reagiu em desespero, gritando "Meu Deus, meu Deus!". A escocesa ficou internada por mais de um mês, passou por diversas cirurgias de reconstrução, incluindo um procedimento de 12 horas para reconectar nervos e vasos sanguíneos, que utilizou enxertos de pele do braço e da perna. “Ele levou quase todo o meu lábio superior. Também fiquei com uma marca de mordida no braço, de quando eu tentava afastá-lo de mim", relembrou a manicure.>
Ao longo do processo de recuperação, Samantha diz ter passado por todas as emoções. "No começo eu estava triste, mas quando saí do hospital, isso se transformou em raiva. Os médicos disseram que eu tive sorte, porque se tivesse sido um centímetro mais para baixo, poderia ter atingido meu pescoço e a história poderia ser completamente diferente. Eu poderia ter morrido. Parte de mim se sente sortuda por estar viva, mas outra parte acha que isso nunca deveria ter acontecido".>
Mesmo com a cirurgia de reconstrução, a autoestima da jovem ainda permanece muito abalada. “Tenho tido muita dificuldade, não tenho vontade de fazer nada. Quando saio, sinto que todo mundo está olhando para mim. Ainda não consigo abrir completamente a boca, vou carregar cicatrizes para o resto da vida por causa disso. Eu tenho um cachorrinho da raça cavapoo e ainda fico apreensiva quando ela late. Às vezes, quando inclino um pouco a cabeça, tudo que consigo ver é aquele cachorro vindo na minha direção. Foi o período mais difícil da minha vida. Não quero que isso aconteça com mais ninguém".>