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Modelos indicam que o El Niño vai atingir seu pico entre novembro e dezembro

Fenômeno segue em intensificação, mas projeções apontam enfraquecimento ao longo de 2027, com risco de ventos fortes, ar polar e chuva intensa

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 8 de setembro de 2026 às 12:39

Fenômeno vai chegar no ápice no final do ano
Fenômeno vai chegar no ápice no final do ano Crédito: Reprodução

O El Niño continua a ganhar força e pode chegar ao seu auge entre novembro e dezembro, de acordo com projeções climáticas. Depois desse período, a expectativa é de perda gradual de intensidade a partir da metade ou do fim do verão, com enfraquecimento mais evidente no outono seguinte.

Os efeitos do fenômeno já aparecem no Pacífico. Enquanto a temperatura da superfície do oceano aumenta na região equatorial ao norte do Taiti, águas mais frias voltam a emergir nas proximidades das ilhas tropicais ao norte da Nova Zelândia. Ao mesmo tempo, sistemas secos de alta pressão têm circulado com maior frequência pelos subtrópicos.

Na Nova Zelândia, o cenário tem sustentado uma sequência de ventos de oeste, característica comum desta época do ano. A presença recorrente de áreas de alta pressão ao norte do país favorece esse fluxo, que também é reforçado pela fase negativa da Oscilação Antártica, conhecida como SAM.

El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, geralmente acima de 0,5°C por Arisson Marinho / CORREIO

Quando o índice está negativo, os ventos de oeste avançam para latitudes mais ao norte, atingindo o sul da Austrália e boa parte do território neozelandês. O El Niño pode estar contribuindo para esse padrão, que deixa o país mais suscetível a massas de ar polar e a episódios de frio com características de inverno.

Apesar das oscilações, a umidade do solo está, em geral, em boas condições para o período. Regiões de Canterbury, principalmente nos arredores de Christchurch, e de Hawke’s Bay, perto de Hastings, vinham registrando um quadro mais seco que o habitual. As chuvas dos últimos dias, porém, ajudaram a levar os índices de volta para perto da normalidade.

Em Northland, produtores chegaram a relatar a formação de uma “seca verde”, situação em que o solo começa a sofrer com a falta de água mesmo com a paisagem ainda aparentando vegetação saudável. A preocupação diminuiu após um sistema de baixa pressão levar chuvas fortes à região e ao extremo norte da Ilha Norte.

A previsão indica que o oeste da Nova Zelândia seguirá com mais chances de chuva. A Costa Oeste deve registrar os maiores volumes, com acumulados que podem ultrapassar 300 milímetros. Southland e Otago também devem receber precipitações relevantes.

No leste, porém, a distribuição da chuva tende a ser menos favorável. Hawke’s Bay, Wairarapa e Bay of Plenty podem ficar fora da parcela mais intensa das precipitações, e os ventos devem contribuir para secar essas áreas mais rapidamente.

A tendência é de manutenção do padrão de ventos de oeste até o fim do mês, com poucos intervalos de tempo mais calmo sobre a Nova Zelândia.

Tags:

el Nino