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Mariana Rios
Estadão
Publicado em 14 de julho de 2026 às 16:33
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (14) e atingiram o maior patamar em um mês, impulsionados pela continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela expectativa de novos acordos entre Washington e o Iraque para exploração da commodity. >
O avanço, no entanto, perdeu força ao longo do dia depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu da proposta de cobrar uma taxa de 20% das embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz. Em vez disso, o governo americano anunciou que buscará acordos comerciais para a região.>
Petróleo e gás
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em agosto subiu 1,53%, encerrando o dia cotado a US$ 79,34 por barril. Já o Brent, referência internacional negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, avançou 1,72%, para US$ 84,73 o barril. Ambos registraram as maiores cotações desde 12 de junho.>
Ao longo da sessão, o mercado foi marcado por forte volatilidade. Os preços dispararam nas primeiras horas do pregão, perderam força após o anúncio de Trump sobre o Estreito de Ormuz e voltaram a subir no fim do dia.>
Analistas da consultoria Capital Economics afirmam que a escalada das tensões no Oriente Médio obrigou investidores a rever rapidamente os riscos para o mercado de petróleo. Segundo a empresa, caso o conflito continue se agravando, as expectativas para os preços da commodity tendem a ficar ainda mais incertas.>
Na mesma linha, a corretora britânica Wealth Club avaliou que o Estreito de Ormuz voltou a se tornar um dos principais pontos de preocupação para o mercado global de energia, elevando os custos e os riscos para o transporte de petróleo.>
Outro fator que deu sustentação às cotações foi a declaração de Trump após encontro com o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. O presidente americano afirmou que pretende anunciar, nos próximos dias, novos acordos na área de energia.>
"Vamos tirar muito, muito petróleo do Iraque, fazer muitos acordos e criar muitos empregos em conjunto", declarou.>
No cenário macroeconômico, a divulgação de um índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos abaixo das expectativas reduziu a pressão por novos aumentos de juros pelo Federal Reserve, cenário que costuma favorecer as commodities.>
Por outro lado, a demanda chinesa segue como um fator de cautela. Dados analisados pela Capital Economics mostram que as importações de petróleo da China continuaram em queda em junho, sinalizando um consumo mais fraco por parte da segunda maior economia do mundo.>