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Da Redação
Publicado em 12 de abril de 2009 às 23:11
- Atualizado há 3 anos
O único lugar do mundo livre da ocorrência de um terremoto é o deserto do Saara, na África, segundo o chefe do Departamento Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), George Sand de França. Em entrevista à Rádio Nacional, França aproveitou para dar a definição de técnica de terremoto, que é o movimento entre dois blocos que estão sob pressão. >
“Esse movimento acontece onde há fraturas e a maioria delas é entre placas tectônicas, que são blocos, e quando essa pressão quebra a resistência dela [da placa] acontece o terremoto e gera esses abalos sísmicos violentos”, explica.>
Segundo o pesquisador, a grande maioria dos tremores, 99%, ocorre nas bordas das placas tectônicas e o restante no interior das placas. O maior terremoto registrado até hoje foi, em 1960, no Chile, e atingiu 9.5 pontos na escala de Richter. A escala mede a intensidade dos terremotos, que vai até os 10 pontos. >
França disse, ainda, que a zona da Terra onde há maior atividade sísmica é localizada no Círculo de Fogo do Pacífico, que engloba toda a costa do Oceano Pacífico, o Japão, a Rússia e os Estados Unidos até a costa oeste sul-americana.>
Ele lembrou que, no Brasil, a região Nordeste é onde há mais registros de abalos sísmicos. As cidades de Sobral (CE) e João Cândido (RN) são os locais onde foram registrados tremores de terra. Outro local onde também há registro de tremores é na cidade de Porto Gaúcho (MT).>
Outro episódio citado pelo pesquisador foi a cidade de Januária (MG), que ocorreu no fim de 2007. Com o terremoto, algumas casas foram atingidas e uma criança morreu. “É o primeiro caso que a gente vê que está ocorrendo atividade sísmica freqüente”, disse. >
França afirmou ainda que, na história da Itálita, há vários registros de terremotos, mas que não se esperava um tremor de tamanha magnitude, como foi o caso dos abalos que atingiram a cidade Áquila, de intensidade 5.8 na escala Richter.(Com informações da Agência Brasil)>