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Mariana Rios
Estadão
Publicado em 13 de julho de 2026 às 11:05
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que Washington assumirá o controle do Estreito de Ormuz e será remunerado por garantir a segurança da principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio. A declaração foi feita em entrevista à Fox News, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã. >
“Vamos assumir o controle do Estreito de Ormuz”, disse Trump. Segundo ele, os Estados Unidos atuarão como “guardiões do estreito” e “serão pagos por tomar conta” da passagem estratégica. O presidente também afirmou que o Irã “deveria reembolsar” os custos dessa operação, sem detalhar como isso ocorreria.>
Qual a importância do Estreito de Ormuz?
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) classificou as declarações como “arrogantes”. O posicionamento ocorre em um contexto de disputas sobre a segurança e o controle da hidrovia, por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.>
A cobrança de taxas para a travessia do Estreito de Ormuz por parte do Irã já vinha sendo rejeitada por líderes europeus e americanos, inclusive pelo próprio governo dos Estados Unidos. As novas declarações de Trump também levantam questionamentos sobre posicionamentos anteriores do Comando Central dos EUA (Centcom), que havia negado o domínio iraniano sobre a passagem marítima.>
Ao comentar a situação do Irã, Trump afirmou que a República Islâmica “não tem mais nada” e classificou os líderes iranianos como “negociadores profissionais”. Ele também declarou que havia um acordo entre Washington e Teerã, mas que “eles romperam o tratado, como sempre fazem”.>
O presidente americano ainda mencionou a ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos na noite anterior, afirmando que as forças americanas “atingiram o Irã com muita força”.>
Na mesma entrevista, Trump comentou a política doméstica dos Estados Unidos e afirmou que o país poderá enfrentar uma paralisação parcial do governo (“shutdown”) em setembro caso não seja encerrado o mecanismo do filibuster, regra do Senado que, na prática, exige 60 votos para que a maioria dos projetos avance para votação.>