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Carol Neves
Publicado em 3 de setembro de 2026 às 09:00
A Uber anunciou uma nova rodada de cortes que atingirá 10% de sua força de trabalho global, o equivalente a mais de 3 mil funcionários, e confirmou ao mesmo tempo que encerrará imediatamente as operações na Nigéria e em Uganda. A informação foi divulgada pela BBC News.>
A decisão faz parte de uma reestruturação internacional comunicada pelo presidente-executivo da companhia, Dara Khosrowshahi. Segundo a Uber, a saída dos dois países africanos foi tomada após uma revisão de seus negócios.>
Com o fechamento das operações, a empresa ficará presente em apenas quatro países do continente: Egito, Gana, Quênia e África do Sul. Nos últimos 12 meses, a plataforma já havia deixado Costa do Marfim e Tanzânia.>
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“Esta decisão se limita estritamente a esses dois mercados e não afeta nossas operações no restante do continente”, afirmou a companhia. “Continuamos comprometidos com a África Subsaariana, onde seguimos vendo forte crescimento e oportunidades.”>
A Nigéria foi um dos primeiros mercados africanos da Uber. A empresa chegou ao país em 2014 e, dois anos mais tarde, iniciou as atividades em Uganda. Em Lagos, principal centro econômico nigeriano, a plataforma chegou a lançar um serviço de barcos em 2019, em meio aos congestionamentos frequentes que afetam a cidade.>
Em Uganda, a saída da Uber deve abrir espaço para outros serviços de transporte por aplicativo em Kampala. O jornal Daily Monitor apontou que plataformas como Faras, Bolt e SafeBoda tendem a disputar os usuários deixados pela empresa.>
A Uber informou que prestará apoio a funcionários e motoristas afetados. O centro de ajuda seguirá disponível para parceiros e passageiros dos dois países até 23 de setembro, para resolver questões pendentes.>