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Uber demite mais de 3 mil, encerra operação em dois países e para de funcionar em meio a corridas em andamentos

Plataforma citou dificuldades nos mercados, onde motoristas reclamavam de tarifas baixas e custos elevados

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 3 de setembro de 2026 às 09:00

Uber
Uber Crédito: Reprodução

A Uber anunciou uma nova rodada de cortes que atingirá 10% de sua força de trabalho global, o equivalente a mais de 3 mil funcionários, e confirmou ao mesmo tempo que encerrará imediatamente as operações na Nigéria e em Uganda. A informação foi divulgada pela BBC News.

A decisão faz parte de uma reestruturação internacional comunicada pelo presidente-executivo da companhia, Dara Khosrowshahi. Segundo a Uber, a saída dos dois países africanos foi tomada após uma revisão de seus negócios.

Com o fechamento das operações, a empresa ficará presente em apenas quatro países do continente: Egito, Gana, Quênia e África do Sul. Nos últimos 12 meses, a plataforma já havia deixado Costa do Marfim e Tanzânia.

Carros que deixam a categoria Uber Black (a partir de 11 de janeiro de 2027): Citroën C4 Cactus Renault Duster Chery Arrizo 5 por Reprodução

“Esta decisão se limita estritamente a esses dois mercados e não afeta nossas operações no restante do continente”, afirmou a companhia. “Continuamos comprometidos com a África Subsaariana, onde seguimos vendo forte crescimento e oportunidades.”

A Nigéria foi um dos primeiros mercados africanos da Uber. A empresa chegou ao país em 2014 e, dois anos mais tarde, iniciou as atividades em Uganda. Em Lagos, principal centro econômico nigeriano, a plataforma chegou a lançar um serviço de barcos em 2019, em meio aos congestionamentos frequentes que afetam a cidade.

Em Uganda, a saída da Uber deve abrir espaço para outros serviços de transporte por aplicativo em Kampala. O jornal Daily Monitor apontou que plataformas como Faras, Bolt e SafeBoda tendem a disputar os usuários deixados pela empresa.

A Uber informou que prestará apoio a funcionários e motoristas afetados. O centro de ajuda seguirá disponível para parceiros e passageiros dos dois países até 23 de setembro, para resolver questões pendentes.