A vida e as vidas de Lina Bo Bardi: o legado da arquiteta italiana na Roma Negra 

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14.08.2021, 11:00:00
Lina Bo Bardi na obra de construção do MAM-BA em 1962 (Foto: Acervo Lina Bo Bardi/divulgação)

A vida e as vidas de Lina Bo Bardi: o legado da arquiteta italiana na Roma Negra 

Biografias, homenagem em Veneza e mostra no MAM-BA, que reabre terça, destacam sua obra

É tudo azul, até o calor. Assim Lina Bo Bardi (1914- 1992) descreve metaforicamente a Bahia que conheceu em 1958, em um texto sobre o primeiro encontro com o antropólogo Pierre Verger, a quem foi apresentada pelo escultor Mario Cravo Jr. O registro é um dos muitos compilados na página do Instagram @linanabahia, criado em abril de 2018 pelo pesquisador baiano Wesley Pontes.  

Homenageada na Bienal de Veneza, em março último, com um Leão de Ouro Especial, Lina Bo foi mais lembrada que nunca em 2021, apesar da ignorância vergonhosa do atual Secretário da Cultura sobre sua obra. No percurso da boa memória, podemos incluir duas biografias de peso (mais de 400 páginas, cada uma) escritas por pesquisadores de sua trajetória, Francesco Perrotta-Bosch e Zeuler R. Lima. 

Ao reabrir as portas na próxima terça, o Museu de Arte Moderna (MAM-BA), sob a direção de Pola Ribeiro, pretende se reconectar com sua criadora. “Nossa exposição de reabertura tem o DNA que ela traz ao MAM e ao Museu de Arte Popular, que acabou não vingando. Propõe o confronto entre os dois acervos iniciados por ela, a arte popular e a arte moderna. É uma afirmação do museu na cena e de Lina no museu”, diz Pola. 

Com curadoria de Daniel Rangel, O Museu de Dona Lina apresentará aos visitantes 300 peças (entre obras do acervo do MAM-BA e da coleção de arte popular da arquiteta). “Não é uma exposição sobre Lina, é uma exposição sobre o olhar de Lina, sobre a proposta curatorial dela para a ocupação deste espaço”, esclarece Rangel. Reconexão, para o curador, é a palavra que melhor define esse processo.  

No espaço, a arquiteta passa agora a ter uma sala permanente. Para Rangel, trata-se de resgatar o pensamento dela, o museu como ela o planejou. Ele lembra ainda que o MAM é sustentado em três pilares: “Lina, o Solar do Unhão e o acervo” e que a retomada dessa relação é fundamental. “Ela é essencial para pensar quem somos como brasileiros, historicamente diversos, numa sociedade polarizada”, observa.  

E não poderia ser diferente, tendo em conta o caráter indelével e multifacetado do legado deixado por ela (além de arquiteta, designer, curadora, escritora, cenógrafa e educadora). Diretora do Instituto Martim Gonçalves, Jussilene Santana vem pesquisando a relação de Lina com a Escola de Teatro da Ufba. “A passagem dela pela Bahia é central para a reconfiguração de sua identidade como artista criadora e pensadora ”, afirma  Jussilene.   

Passagem tão intensa quanto rápida, diga-se — entre idas e vindas a Salvador, foram cinco anos de trânsito e de intercâmbio artístico. O período em que Lina viveu a cidade, em todos os seus aspectos, entre os anos de 1958 e 1963, figura em quase todas as narrativas sobre a arquiteta que, nascida em Roma, naturalizou-se brasileira em 1951. “Quando a gente nasce, não escolhe nada, nasce por acaso. Eu não nasci aqui, escolhi este lugar para viver”, disse em uma entrevista. 

Uma italiana na Roma Negra 
A personalidade forte, por vezes considerada indócil, também contribuiu para alimentar a aura em torno desta mulher, que reivindicava para si o título de “arquiteto”. Certamente, em resposta às concessões falsamente generosas, comuns na imprensa do período (e ainda hoje). “Uma italiana estourada”, define o jornalista Newton Sobral, 85, ao lembrar a “Dona Lina” de quem foi secretário em Salvador por três anos.  

Mas não só. Sobral também recorda o aprendizado que levaria consigo para o setor cultural do lendário Jornal da Bahia. Após sair do MAM, passou a integrar a equipe de cultura do periódico criado pelo empresário João Falcão em 1958. Um jornal que nasceu sob a égide da Geração Mapa, de Glauber Rocha, Florisvaldo Mattos, João Carlos Teixeira Ramos, Calazans Neto e  João Ubaldo, base da primeira equipe de redação.  

Com pouco mais de 18 anos, indicado por Vivaldo da Costa Lima, Sobral se tornou responsável pela montagem das primeiras exposições pensadas por Lina Bo para a pinacoteca do MAM-BA, quando esta ainda funcionava no foyer do Teatro Castro Alves. A arquiteta vivia então numa intensa ponte aérea Salvador-São Paulo, trabalhando simultaneamente na montagem do MASP. 

“Ela morava no Hotel da Bahia, não tinha casa aqui. Na ausência dela, eu ficava responsável pelo museu, embora fosse muito jovem”. Mas a relação acabou desandando, segundo ele, por conta de intrigas. Sem alternativa, Sobral pediu demissão. “Continuamos amigos, e retomamos a parceria por duas semanas quando o MAM foi transferido para o Solar do Unhão. Ela me chamou para ajudar”, conta.  

Anos depois, quando Lina já havia voltado a morar em São Paulo, Sobral e ela se encontraram pela última vez em Salvador. Ele já era repórter e solicitou uma entrevista, que seria feita numa breve passagem da arquiteta pela cidade. Os dois marcaram um almoço. “Era uma outra época. Sempre me perguntam se tenho fotos, registros com ela. Não nos preocupávamos tanto com isso, vivíamos a vida”, diz.

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Lina Bo Bardi e Martim Gonçalves na Escola de Teatro da Ufba (Foto: Acervo do Institituto Martim Gonçalves)

Uma cronologia de Lina na Bahia

  • 1958 - Vem a Salvador para dar conferências na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, em abril. Retorna a Salvador em agosto para atuar no Curso de Arquitetura e Urbanismo, junto ao arquiteto Diógenes Rebouças. Lá, projeta a Casa do Chame-Chame e a residência do escultor Mario Cravo Jr, e passa a escrever a página Crônicas de Arte, de história, de costume, de cultura da vida: arquitetura, pintura, escultura, música e artes visuais, no jornal Diário de Notícias de Salvador.
  • 1959 - Realiza a exposição Bahia no Ibirapuera, para a V Bienal de São Paulo, com o diretor de teatro Eros Martim Gonçalves, da Escola de Teatro da Universidade da Bahia. É convidada pelo governador da Bahia para dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). Projeta o restauro do Solar do Unhão e sua adaptação para sede do museu.
  • 1960 - Inauguração das instalações provisórias do MAM-BA no foyer do Teatro Castro Alves, em janeiro. Lina realiza, nesse espaço, diversas exposições até 1963, com a assistência de Mario Cravo, transformando o museu em um centro de atividades culturais. Em novembro estreia a Ópera de Três Tostões, de Bertolt Brecht, dirigida por Martim Gonçalves, com arquitetura cênica de Lina Bo Bardi, no interior das ruínas do teatro.
  • 1961 - Realiza a arquitetura cênica e o figurino da peça Calígula, de Albert Camus, também sob direção de Martim Gonçalves.
  • 1962 - Continua a promover exposições no MAM-BA, idealizando a Bienal Nacional de Artes, nunca realizada. Projeta o Conjunto das Artes, em São Paulo, que abrigaria teatro e ateliês de artistas.
  • 1963 - Após a conclusão do restauro do Solar do Unhão, Lina transfere para lá o MAM-BA. Funda o Museu de Arte Popular do Unhão, inaugurado com a exposição Nordeste. Planeja criar junto a estes museus o Centro de Estudos e Trabalho Artesanal e a Escola de Desenho Industrial. Realiza estudos para o Museu do Mármore em Monte Altíssimo, em Carrara, na Itália.

Fonte: Instituto Lina Bo Bardi

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Jussilene Santana (Foto: Divulgação)

Entrevista/Jussilene Santana

“Há memória nas rochas”

Atriz, jornalista e pesquisadora, Jussilene Santana é mestre e doutora em artes cênicas pela Ufba, com pós-doc pela Queen Mary University of London. No centro de seu trabalho, a vida e a obra de Eros Martim Gonçalves, criador e diretor da Escola de Teatro da Ufba. Ao longo de seu percurso acadêmico, ela reuniu um valioso acervo, com mais de 30 mil documentos e, desde 2017, lançou-se a um novo desafio, a criação do Instituto Martim Gonçalves. Atualmente, Jussilene pesquisa a passagem de Lina Bo Bardi pela Escola de Teatro, naquilo que diz respeito à relação de parceria da arquiteta com seu diretor, sob dois aspectos específicos (a atuação como cenógrafa e as conexões de apoio ao Museu de Arte Moderna). Preparando pelo Instituto Martim Gonçalves uma resenha, a ser lançada em breve, sobre as narrativas de Lina na Escola - presentes nas suas duas biografias, que, a seu ver, “são livros diferentes em espírito, forma e metodologia” -, ela fala , nesta entrevista, sobre a relevância de Martim na trajetória de Lina e a importância não só de preservar, mas de tensionar ao máximo a memória em prol da história.

Você afirmou, em relação às biografias mais recentes de Lina Bo, que “entender a relação entre o pernambucano Martim Gonçalves e a italiana Lina Bo Bardi é essencial para compreender a passagem dela pela Bahia, sua relação com o Nordeste e com a Cultura Popular Brasileira". Em sua opinião de que modo esse encontro norteia o entendimento da passagem de Lina pela Bahia?

R - A primeira passagem de Lina Bardi pela Bahia (1958-1964) é período central para a reconfiguração de sua identidade como artista criadora e pensadora de um Brasil. É inquestionável. É na Bahia que ela aglutina, dá foco e encontra espaço de experimentação para ideias que iam e viam desde sua juventude na Itália e há mais de uma década em São Paulo, mas não ganhavam o solo. Sei que foi um período curto em Salvador, mas aconselho seriamente que os pesquisadores de Lina Bardi dividam a passagem dela em cinco estágios, a depender das instituições baianas às quais suas ações/trabalhos estiveram apoiados. Meu foco é naquilo que chamo de fase 2 (1959: Lina na Escola de Teatro) e 3 (1960-1961: Lina no MAM/TCA com o apoio da Escola de Teatro). Como estudo a administração Martim Gonçalves (1956-1961), é impossível não ver Lina recebendo apoio institucional, alunos-mão-de-obra, verbas e espaço para criação. Além de tudo, e o pulo da gata, ela recebe mentoria direta de um grande diretor teatral e cenógrafo pernambucano da 1ª geração de Modernos Nordestinos, homem que já havia morado em Londres, Paris, Nova Iorque, que acompanhava as ondas cosmopolitas também na Itália, Espanha, Portugal e Alemanha e era colecionador de cultura popular desde a adolescência. A Escola de Teatro da UFBA tinha uma coleção de artefatos populares, tinha um museu de teatro, promovia estudos e aulas sobre cultura popular (alguns exemplos: Terno de reis, 1958; Gravação de uma roda completa de candomblé, 1958). Lina bebeu diretamente nessa fonte. Com tigela de barro. Às vezes a

mitologia é tão grande que parece que ela mergulhou na Lagoa de Itapuã e foi ungida diretamente por Oxum. Não. Era a Escola de Martim que promovia esse ambiente. E para muitas outras pessoas. Cada um carregava o que podia. Repito: ela era uma interlocutora preparada, talentosa, madura. Não à toa a amizade entre ela e Martim foi – ao que a documentação até o momento indica – instantânea e intensa. Durando por 15 anos, até o fim da vida dele, em 1973.

Você organizou uma masterclass sobre a escola para crianças sonhada por Lina e Martim. Li bem pouco sobre esse assunto na imprensa. Gostaria que falasse sobre esse projeto e porque, em sua opinião, ele ficou praticamente oculto por tantos anos.

R - A Escola da Criança é um projeto que Martim traz de suas aulas para crianças dos anos 1940, traz da Sociedade de Marionetistas que funda no Rio de Janeiro, ambas com o sonho de preparar jovens cada vez mais cedo. Reflete também ideias e práticas de Lina por cursos em museus, apoio pedagógico para a compreensão estética, que eram ações que os dois viam acontecer pelos melhores cantos do globo e tentavam sempre que possível replicar. A Escola da Criança seria o epicentro de muita coisa. Para Martim, diretor da Escola que funcionou por um ano, tinha o objetivo de formar cidadãos, formar gente com sensibilidade estética, público, no geral, seres humanos mais sensíveis. Mas sobretudo: também dar emprego profissional para os alunos que ele formava na Escola de Teatro. Ele era um cara que se preocupava muito com o sustento das ideias, das pessoas e iniciativas. A Escola tinha antagonismo às ideias de formar “jovens gênios” conceito que para Martim era uma espécie de adesão à propaganda barata. A Escola durou de 1960-1961 e eu gostaria que algum pesquisador fosse atrás dessas crianças, hoje senhores. Por causa das campanhas jornalísticas e intrigas políticas, os jornais pararam de narrar. Mas sei que mais documentação existem. Tenho nomes de professores. Não se pode se entregar ao vento forte que bate no litoral. Há memória nas rochas.

Ocorreu, em sua opinião, o apagamento premeditado da figura de Martim? O que teria levado a isso? Quais elementos hoje estão em processo de resgate nessa relação?

R - Martim Gonçalves chega na Bahia com uma carreira de cenógrafo há 15 anos, premiado, diretor e criador do então jovem O Tablado, figurinista premiado, fluente em várias línguas, bonito, jovem e que sabia o que queria. Em pouco tempo conseguiu uma verba americana que hoje valeria milhões de dólares, para um estado pobre. A Reitoria não tinha esse dinheiro, cada unidade que corresse atrás de suas verbas (a maioria ia para Medicina, para a área de saúde, depois para administração e para pesquisas com petróleo). Teatro receber a Rockefeller foi um ponto fora da curva, uma conquista pessoal de Martim como administrador e ele concentrou inédito poder. Claro que ele conseguiu porque tinha um vínculo com a Universidade, mas basta ler as avaliações sobre ele na Rockefeller para ver o quanto se apostava neste brasileiro de altíssimo nível. Um diplomata. Lembremos que não existiam secretarias de cultura, nem a nível estadual e nem municipal. O dinheiro para a arte vinha pingado (quando vinha) pelas áreas de Educação e Saúde. Martim concentrou inédito poder e autoridade. Acho que o pior era ter autoridade, pois no ambiente coronelista que ele encontrou, autoridade não vale tanto quanto o autoritarismo. Como se o “poder fazer” fosse algo da vontade e não dos conhecimentos do indivíduo. Martim reuniu professores de 15 nacionalidades em pouco mais de seis anos. Ajudou com transferência de verba, de pessoal e de tecnologia para a criação, além do MAM e do TCA, do Teatro Vila Velha, do CEAO e do Museu de Arte Sacra. Com tanto poder, dinheiro e conhecimento, ele cresceu muito rápido e os mandachuvas locais não deram conta. Houve uma campanha jornalística já amplamente estudada na minha tese (encabeçada por Odorico Tavares, do Diário de Notícias, e encampada também pelo jornal A Tarde, por rádios e TV). Mas tinham professores, alunos, colegas, jornalistas, funcionários inúmeros que não embarcaram nessa. Pelo contrário, saíram da cidade com ele e foram para o Rio. Mas é óbvio que quem ganhou a história na Bahia fez Martim morrer simbolicamente em 1961. Contudo, quando volta para o Rio, ele monta dezenas de peças depois, promove a tradução de textos que usamos até hoje, como a trilogia Stanislavski (o Freud da área de Teatro), ganha prémios, como o Molière, e é um dos críticos mais ativos do país, escrevendo semanalmente em O Globo, entre 1966 e 1972, antes de Bárbara Heliodora. Entre muitas outras coisas.

Como poderíamos situar hoje, na perspectiva que se abre a partir das pesquisas realizadas pelo Instituto Martim Gonçalves, a real importância de Lina e a relevância desta parceria e amizade?

R - O que Martim Gonçalves realizou em Salvador me parece 5% dos projetos que ele tinha para a cidade, para o Brasil. Ele e Lina e suas instituições eram “dois tanques de Guerra”, na expressão cunhada pelo jovem Glauber. Muita coisa não saiu do papel! O projeto foi interrompido. Martim e Lina tinham vivido a II Guerra Mundial em primeira pessoa (ele na Inglaterra, ela na Itália), tinham visto a queda da “conversa” das Vanguardas nos anos 1930 e acreditavam na força do povo (desde que preparado, daí o foco total na educação de qualidade integral). No momento em que se cruzam, em 1958, em Salvador, os pontos em comum são tantos que só poderiam levar a uma potente afinidade eletiva. Eles souberam trabalhar com a precariedade porque tinham ideias, vinham das ruínas da Guerra. Isso não é pouco. Hoje temos maquinários, temos o “isqueiro”, mas raramente fazemos “a chama”. As pesquisas e as informações levantadas pelo Instituto Martim Gonçalves são uma ação da sociedade civil. Eu fico emocionada com a contribuição (de documentos, dados, fotos, dicas) que chegam sobre Martim e sua passagem pela Bahia de todos os cantos. Uma das poucas determinações que dou para quem chega junto e pega uma alça dessa “memória coletiva” é: ‘Não cortem as arestas dos textos para deixar a história bonitinha e redonda, deixe as pontas das costuras aparecendo’, deixem a contradição surgir, deixem as peças que não batem bem à vista. Sejam fiéis à documentação, mesmo que tenham que passar por cima de tudo que escrevi até agora. E eu tenho certeza de que muitos mais documentos vão surgir. Assim como um novo olhar sobre a velha documentação.


Programação do Instituto Martim Gonçalves

Agosto participação no TCA.Nucleo 20 anos – com palestra sobre os bastidores da Ópera dos Três Tostões, 1960

Setembro/Outubro – Aulas semanais sobre a Escola de Teatro de Martim – no CCJF/RJ – Comemoração pelos 4 anos do IMG (14 de setembro)

Novembro – Monólogo Hipátia de Alexandria (texto de Luciana Lyra, direção de Elisa Mendes), sobre a última biblio-
tecáriada famosa instituição, que é linchada e morta, junto com o acervo que é destruído por uma multidão de cristãos ortodoxos manipulados por intrigas políticas, em 415.

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Livros para conhecer “Dona Lina” e sua obra

  • Lina Bo Bardi: o Que eu Queria Era Ter História
  • Zeuler L. Lima, Companhia das Letras, 456 páginas, R$ 61, 50
  • Lina: uma Biografia  Francesco Perrotta-Bosh, Todavia, 576 páginas, R$ 61, 13
  • Lina Bo Bardi: Habitat, Adriano Pedrosa, MASP, 352 páginas, R$ 139
  • Lina Bo Bardi: Obra Construída  Olívia de Oliveira, Editora Gustavo Gili, 255 páginas, R$ 388
  • Lina: Aventuras de uma Arquiteta  Ángela Léon, Pequena Zahar, 64 páginas, R$ 32, 90

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