Acusado de matar assassino do cartunista Glauco é executado na frente do filho

brasil
22.07.2019, 21:59:00
Atualizado: 22.07.2019, 22:03:15
Cadu estava preso quando foi morto por Nilson e outro detento (Foto: Reprodução)

Acusado de matar assassino do cartunista Glauco é executado na frente do filho

Crime aconteceu em Aparacida de Goiânia, onde ele cumpria pena em semiaberto

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Indiciado pelo assassinato de Carlos Eduardo Sunfeld Nunes, o Cadu, Nilson Ferreira de Almeida, 51 anos, foi morto nesta segunda-feira (22) em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital de Goiás. Cadu foi o responsável por assassinar o cartunista Glauco e o filho deste, Raoni Vilas Boas, em 2014. Dois anos depois, foi morto dentro da cadeia por Nilson e outro detento.

Nilson foi executado na frente do filho adolescente. Ele cumpria pena no regime semiaberto e hoje pela manhã estava com o filho caminhando por uma avenida quando um homem se aproximou e atirou nele. “O autor estava no comércio, quando o Nilson ia passando acompanhado do filho adolescente. Ele chegou e atirou. O filho da vítima correu, mas depois ficou ao lado do pai”, contou ao G1 o delegado Álvaro Bueno.

Imagens de câmeras da região já foram solicitadas e testemunhas já foram ouvidas pelo delegado. “Já temos uma foto do autor que, na hora do crime, estava com o rosto descoberto. Depois ele colocou o capacete e fugiu em uma moto”, acrescenta. Ele diz que a ficha criminal de Nilson será considerada na investigação - ele já tinha seis condenações.

Morte de Cadu
Na época da morte de Cadu, a investigação apontou que Nilson teria descoberto que a vítima planejava matá-lo. Ele então se antecipou e o atacou usando uma arma artesanal durante o banho de sol no dia 4 de abril de 2016. O crime aconteceu no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia. Cadu cumpria pena por matar duas pessoas durante assaltos em Goiânia. As vítimas são o agente prisional Marcos Vinícius Lemes da Abadia, 45 anos, e o estudante de direito Mateus Pinheiro de Morais, 21 anos.

Ele estava preso no local desde 2014, um ano depois de deixar uma clínica psiquiátrica na Goiânia. A internação aconteceu depois da morte de Glauco e do filho Raoni, em Osasco, em 2010.

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