Após 1 ano e 10 meses, limpeza da boate Kiss acontece nesta segunda-feira (10)

brasil
05.11.2014, 18:02:00
Atualizado: 05.11.2014, 18:05:36

Após 1 ano e 10 meses, limpeza da boate Kiss acontece nesta segunda-feira (10)

Limpeza do interior do imóvel pode durar até 10 dias, onde está previsto ainda um plano de desintoxicação da área

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Após 1 ano e 10 meses do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, que matou 242 pessoas, acontecerá nesta segunda-feira (10) a limpeza do interior da casa noturna, que pode durar até 10 dias, segundo informações da empresa dona do imóvel.

O serviço contará, ainda, com uma sondagem no palco que deu origem ao incêndio, durante o show da banda Gurizada Fandangueira, com o objetivo de identificar o volume e a concentração de cinzas que permanecem no local. Os móveis e eletrodomésticos da boate também serão removidos.

Foto: Polícia Civil do Rio Grande do Sul/Divulgação

Está previsto um plano de desintoxicação da área, no qual isolará o imóvel com tapumes e terá um sistema de iluminação com geradores e ainda exaustores para minimizar os impactos causados pela poeira e pela cinza. Os resíduos removidos serão encaminhados a uma empresa que fará a deposição correta do material.

Relembre
O incêndio na boate Kiss ocorreu na madrugada do dia 27 e janeiro do ano passado, resultando na morte de 242 jovens, a maioria de asfixia, e deixando 630 feridos.

O fogo foi causado durante uma apresentação pirotécnica, com sinalizadores, da banda Gurizada Fandangueira, espalhando-se rapidamente pela casa noturna, que tinha capacidade para 691 pessoas mas, no dia, havia mais de 800.

De acordo com a polícia, os principais fatores que contribuíram para a tragédia foram: espuma irregular para o isolamento acústicouso de sinalizador em ambiente fechado, saída única, superlotação, falhas no extintor e exaustão de ar inadequada.

Dois processos criminais contra oito réus ainda estão em andamento, sendo quatro deles por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e tentativa de homicídio. Os outros quatros são processados por falso testemunho e fraude processual.

Entre os que respondem por homicídio doloso estão os sócios da boate, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão.

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