Austrália e Catar desistem de participar da próxima Copa América

esportes
23.02.2021, 15:37:00
Atualizado: 23.02.2021, 15:37:43
O Brasil foi o campeão da Copa América de 2019 (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Austrália e Catar desistem de participar da próxima Copa América

Torneio será realizado entre os dias 11 de junho e 11 de julho, na Colômbia e na Argentina

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A próxima edição da Copa América sofreu um desfalque de duas seleções. Austrália e Catar, que disputariam como convidados, não poderão mais participar do torneio, que será realizado entre os dias 11 de junho e 11 de julho, na Colômbia e na Argentina.

O anúncio foi feito pelo diretor de desenvolvimento da Conmebol, Gonzalo Belloso, nesta terça-feira (23). Segundo o dirigente, os dois países estarão ocupados em junho e conciliar os calendários não seria possível.

Isso ocorre pois tanto Austrália quanto Catar fazem parte da Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês). Na semana passada, a Fifa anunciou que 16 partidas das Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2022 e da Copa da Ásia de 2023 foram reprogramadas de março para junho deste ano, por causa da pandemia da covid-19. 

A Austrália integrava o Grupo A, com sede na Argentina, junto com os anfitriões, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia. O Catar está no B, na Colômbia, com a seleção local, Brasil, Equador, Venezuela e Peru.

A Conmebol já recebeu sondagens de outros países interessados em participar da Copa América e pretende estudar essa possibilidade.

Caso não haja outras seleções de fora da Conmebol, o torneio será realizado com dois grupos de cinco. Os quatro melhores de cada chave avançam para os mata-mata, em formato tradicional: quartas de final, semifinais e final. Com a saída dos países convidados, as seleções sul-americanas teriam uma rodada livre na fase de classificação.

Ainda de acordo com Belloso, o plano da Conmebol é que os estádios recebam torcedores em até 30% de suas capacidades. "A ideia é que se posso jogar com um porcentagem de público nos estádios", informou o dirigente. Ele, porém, ressaltou que a última palavra sobre o assunto será dada pelas autoridades sanitárias dos países anfitriões.

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