Bahia já gastou R$ 26 milhões para quitar processos trabalhistas

e.c. bahia
13.09.2018, 16:14:00
Atualizado: 14.09.2018, 17:37:40
Freddy Adu não deixou saudade, mas ficou a dívida de R$ 1 milhão (EC Bahia / Divulgação)

Bahia já gastou R$ 26 milhões para quitar processos trabalhistas

Nomes como Freddy Adu e Vadão estão entre as 34 dívidas pendentes no acórdão do TRT; tribunal convoca para audiência

O Tribunal Regional do Trabalho promoverá uma audiência global na manhã dessa sexta-feira (14), às 10h, para a qual convoca todos os reclamantes com processos ajuizados contra o Esporte Clube Bahia.

Há um acórdão em vigor desde 2011, válido até outubro - cuja tendência é ser prorrogado -, em que o Bahia paga mensalmente R$ 600 mil ou 3% do seu débito total no TRT5 (o maior valor entre os dois). Este índice é móvel e inclui as conciliações já realizadas e outras que venham a acontecer. Só para ilustrar, R$ 600 mil correspondem a três ou quatro dos maiores salários do elenco atual somados.

O clube já depositou exatos R$ 26.356.929,41, consequência da quitação de 165 processos. Todos os processos do chamado “Grupo A”, que contém os reclamantes com menor valor a receber, foram quitados. Há ainda 34 pendentes, dos Grupos B e C, que totalizam uma dívida de R$ 16.993.968,48.

Entre os reclamantes que já foram pagos, estão os técnicos Joel Santana, Renato Gaúcho e Paulo Roberto Falcão, que receberam R$ 2,2 milhões, R$ 867 mil e R$ 1,05 milhão, respectivamente.

Entre os processos pendentes, estão os movidos pelos jogadores Danny Morais, Rafael Miranda, Ricardinho, Freddy Adu e Kleberson. Este último tem R$ 2,4 milhões a receber do Bahia. Rafael Miranda e Freddy Adu, que chegaram ao Fazendão em 2013, têm R$ 1 milhão cada a receber (veja lista abaixo).

O técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, que treinou o tricolor em 2004, mas só homologou acordo em setembro de 2017, está na fila para receber R$ 650 mil.

Por falar em fila, os próximos jogadores contemplados serão o goleiro Omar, que deixou o clube no fim de 2015, e o lateral direito Alef, que trocou o Bahia pelo Vitória ainda na divisão de base por falta de recolhimento do FGTS. Aos 21 anos, ele está emprestado pelo rubro-negro ao Marcílio Dias, time com o qual conquistou o acesso na segunda divisão estadual de Santa Catarina.

Vale lembrar que o Bahia destina 7,5% de qualquer nova receita para pagamento do acordo com a Justiça do Trabalho, como por exemplo da venda de atletas e novos contratos de patrocínio.

Alguns jogadores a pagar:

Kléberson R$ 2.400.000,00

Danny Morais R$ 1.791.000,00

Ricardinho R$ 1.088.000,00

Freddy Adu R$ 1.075.000,00

Rafael Miranda R$ 1.018.000,00

*Colaborou Yasmin Garrido sob supervisão de Herbem Gramacho.


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