Baleia encalhada em Coutos é levada para praia de Tubarão

salvador
02.09.2019, 20:56:00
Atualizado: 02.09.2019, 20:56:55
Trabalhadores retiram partes da carcaça do animal de 39 toneladas (Foto: Tiago Caldas/ CORREIO)

Baleia encalhada em Coutos é levada para praia de Tubarão

Às 20h desta segunda-feira (2), a Limpurb voltou a retalhar o animal

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A carcaça da baleia jubarte que estava na praia de Coutos, no Subúrbio Ferroviário, foi deslocada para a praia de Tubarão, nesta segunda-feira (2). O motivo do translado foi facilitar o trabalho dos 44 agentes da Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) envolvidos na operação de remoção do animal.

A baleia encalhou na madrugada de quinta para sexta-feira (30), em uma região de difícil acesso, e morreu naquele mesmo dia. A decisão de rebocar a carcaça foi tomada após algumas tentativas sem sucesso de fazer esse serviço na praia de Coutos. O animal tinha cerca de 15 metros de comprimento e 39 toneladas.

Animal foi motivo de curiosidade entre os moradores (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)

Em nota, a Limpurb informou que, por volta das 17h desta segunda (2), um barco levou o restante da baleia para Tubarão, praia que também fica no Subúrbio. “O novo local foi escolhido por facilitar o acesso dos equipamentos necessários para a total remoção dos restos do animal morto”, diz a nota.

Nesta etapa, serão utilizados uma retroescavadeira, dois caminhões, duas caçambas, um munck (veículo com guindaste) e dois contêineres de 20 metros cúbicos. A equipe iniciou o trabalho às 20h, quando a maré começou a baixar, e o trabalho vai continuar durante a madrugada, até que o nível da água permita.

Morador posa com parte de carne retirada da baleia morta (Foto: Mauro Akin Nassor/ CORREIO)

A retroescavadeira vai retalhar a carcaça. Os pedaços da baleia serão dispostos no contêiner, depois nos caminhões, e encaminhados para o Aterro Metropolitano Centro (AMC), localizado no CIA.

Desde sexta-feira, os trabalhadores estavam usando facas de açougue para retalhar a carcaça. Moradores também estavam retirando pedaços do animal morto, mas para comer, apesar dos especialistas frisaram que o risco dessa carne para a saúde humana é grande. Segundo os biólogos, as baleias que encalham, geralmente, estão doentes. A ação também é crime ambiental.

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