Bate-Pronto: AGE rubro-negra teve tranquilidade, mas também teve vaia

esportes
03.04.2017, 07:00:00

Bate-Pronto: AGE rubro-negra teve tranquilidade, mas também teve vaia

A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do Vitória correu de forma tranquila na maior parte do tempo, ontem, no Barradão. O clima só foi mudado quando o sócio e ex-conselheiro Juarez Wanderley pediu a palavra. Wanderley avisou aos presentes que uma decisão judicial limitava a AGE apenas a homologar as decisões do Conselho Deliberativo e não tinha poder de realizar mudanças na minuta do novo Estatuto Social do clube que havia sido discutida na reunião da última terça-feira. Se assim fizesse, a decisão da AGE poderia ser judicializada. Tomou uma sonora vaia dos presentes.

O presidente do Conselho Paulo Catharino defendeu que a assembleia tivesse debate e, por ventura, mudasse algo na minuta, porém, lembrou que realmente haveria riscos judiciais. Além dele, outros sócios pediram a palavra para criticar Wanderley que, de fininho, chegou a deixar o local onde estava, voltando um pouco mais tarde. Como os pontos principais do novo estatuto estavam em concordância com o que a maioria dos sócios queria - eleições diretas e conselho proporcional -, o entendimento foi de homologar sem ressalvas.

No entanto, há uma sinalização - para não dizer promessa - de uma nova AGE para que os sócios possam apresentar pontos de discordância do estatuto e realizarem sugestões de mudanças.

Assembleia do Leão transcorreu com tranquilidade na maior parte do tempo
(Foto: Maurícia da Matta/ECVitória/Divulgação)

TUDO PORQUE...

As vaias a Wanderley têm um motivo claro. Em 2015, ao lado do também então conselheiro Dilson Pereira Júnior, ele foi o responsável pela ação que anulou os efeitos da AGE que aconteceu em dezembro daquele ano. Nos bastidores, se diz que a ideia da dupla era que após as eleições para o conselho diretor do ano passado, o novo estatuto fosse aprovado sem eleições diretas e conselho proporcional. No entanto, Wanderley e Pereira, que fez parte da chapa de Ricardo David na eleição, não contavam com a derrota para a chapa comandada por Ivã de Almeida. 

DEMITIDO OU REMANEJADO?

O departamento de comunicação do Vitória anunciou o desligamento do técnico Quinho, do futebol feminino, na sexta-feira passada. Até aí, tudo bem. O que chamou atenção é que, ao fim do comunicado no site oficial, o Leão admitiu que não sabia ao certo se o treinador seguia como funcionário do clube, ou não (??): “Francisco Cardoso, carinhosamente conhecido como Quinho, que treinou a equipe nas rodadas iniciais do campeonato, foi convidado a comandar o time de base do futebol feminino, e, até o momento, o clube não obteve nenhuma resposta oficial por parte do técnico”. É mole? Até agora nenhuma resposta foi dada sobre o futuro do (ex?) treinador rubro-negro.

SANT’ANA BEM NA FITA

As eleições para a diretoria executiva do Bahia só acontecem no final do ano, mas o clima já começou a esquentar. E, se depender de algumas pesquisas na internet, o presidente Marcelo Sant’Ana é o preferido para, no caso, seguir no cargo. Na enquete da página Universo Tricolor, no Facebook, Sant’Ana teve a preferência de 85% dos quase mil votantes. A grande questão é o próprio presidente não sabe ainda se vai se candidatar à reeleição. Segundo o próprio Sant’Ana, a decisão será de última hora.

ECONOMIA DE CAJÁ

As declarações de Renato Cajá, de que já estava próximo de um acerto com a Ponte Preta mesmo antes da polêmica contra o Fortaleza, quando se recusou a entrar em campo, irritaram boa parte da torcida do Bahia, além de gente da diretoria tricolor. No entanto, existe a alegria pela economia com a saída do meia. A rescisão amigável do contrato de Cajá custou R$ 1 milhão ao clube, mas, somente com os salários dele, em torno de R$ 300 mil, o Bahia gastaria três vezes esse valor até o final de 2017.

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