Boate Kiss tem nova denúncia, agora por fraude envolvendo 34 pessoas

brasil
05.12.2014, 20:21:00
Atualizado: 05.12.2014, 20:24:53

Boate Kiss tem nova denúncia, agora por fraude envolvendo 34 pessoas

MP denunciou sete com ligação direta com a casa noturna e mais 27 pessoas por falsidade ideológica

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O Ministério Público de Santa Maria (RS) ofereceu mais uma denúncia nesta sexta-feira, 5, contra 34 pessoas pelo incêndio da boate Kiss, que resultou em 242 mortes, no ano passado. O MP denunciou sete com ligação direta com a casa noturna - Elissandro Callegaro Spohr, Tiago Flores Mutti, Santiago Mugica Mutti, Cíntia Flores Mutti, Élton Cristiano Uroda, Alexandre Silva da Costa e Eliseo Jorge Spohr - e mais 27 pessoas por falsidade ideológica.

A denúncia, assinada pelos promotores de Justiça Maurício Trevisan e Joel Oliveira Dutra, tem por base o inquérito policial que investigou as assinaturas favoráveis ao funcionamento da boate Kiss por 27 pessoas que não moravam a menos de 100 metros da casa noturna - e, dessa forma, não poderiam aparecer no processo de regularização feito em 2009.

Foto: Polícia Civil do Rio Grande do Sul/Divulgação


Os sete listados em relação à Kiss apareciam ou como “laranjas” - pessoas que se apresentavam como proprietários - ou como verdadeiros donos da casa noturna.

Relembre
O incêndio na boate Kiss ocorreu na madrugada do dia 27 e janeiro do ano passado, resultando na morte de 242 jovens, a maioria de asfixia, e deixando 630 feridos.

O fogo foi causado durante uma apresentação pirotécnica, com sinalizadores, da banda Gurizada Fandangueira, espalhando-se rapidamente pela casa noturna, que tinha capacidade para 691 pessoas mas, no dia, havia mais de 800.

De acordo com a polícia, os principais fatores que contribuíram para a tragédia foram: espuma irregular para o isolamento acústicouso de sinalizador em ambiente fechado, saída única, superlotação, falhas no extintor e exaustão de ar inadequada.

Dois processos criminais contra oito réus ainda estão em andamento, sendo quatro deles por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e tentativa de homicídio. Os outros quatros são processados por falso testemunho e fraude processual.

Entre os que respondem por homicídio doloso estão os sócios da boate, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann, além de dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o funcionário Luciano Bonilha Leão.

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