Brasil quer aprimorar ataque e intensificar chute de fora da área

esportes
21.06.2019, 10:51:31
Daniel Alves é um dos jogadores com bom remate de longa distância (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Brasil quer aprimorar ataque e intensificar chute de fora da área

Equipe estuda soluções contra retrancas e vê finalizações de longa distância como saída

A seleção brasileira e o técnico Tite buscam depois do empate por 0 a 0 com a Venezuela corrigir um fundamento bastante em baixa nos últimos jogos da equipe. A falta de gols em chutes de fora da área se mostra um problema para quem a cada compromisso encara adversários na retranca e se mostra com imensas dificuldades de superar as linhas defensivas e chegar ao gol rival.

Para o jogo deste sábado (22), contra o Peru, na Arena Corinthians, a situação deve se repetir. A equipe peruana também jogará com uma postura mais defensiva e vai obrigar o Brasil a aumentar o repertório de jogadas para ameaçar a meta rival.

Desde o novo ciclo de trabalho da seleção brasileira, iniciado depois da Copa da Rússia, a equipe jogou 12 partidas e marcou 28 gols, dos quais apenas dois foram de chutes de fora da área. Os gols anotados de longe foram de Philippe Coutinho contra El Salvador, em amistoso no ano passado, e a finalização certeira de Everton contra a Bolívia, pela Copa América.

Tite identificou esse problema e passou a cobrar mais dos jogadores nos últimos treinos. Na quarta-feira, dia seguinte ao frustrante empate com a Venezuela, o treinador comandou uma atividade com os atletas reservas no CT do Vitória, em Salvador, e gritava insistentemente para os jogadores arriscarem mais finalizações: "Abriu, chuta!", repetia.

Travado pela retranca da Venezuela na Fonte Nova, o Brasil pouco conseguiu chegar à área e também pouco arriscou chutes de longe. O goleiro Fariñez fez apenas uma defesa difícil, em chute de Richarlison, ainda no primeiro tempo, enquanto a seleção brasileira insistiu demais em cruzamentos ou em tentar entrar na área pelo setor central do campo.


"Talvez a gente precise melhorar um pouco nas finalizações, no acabamento das jogadas. É algo que nós vamos acertar", comentou Everton, um dos jogadores com qualidade nos chutes de longa distância.

A preocupação de Tite é conseguir achar um repertório de soluções para superar as retrancas adversárias. Diante da linha de cinco defensores da Venezuela, o Brasil penou por não ter alternativas tão variadas. Os chutes de fora da área podem, portanto, evitar novos placares em branco para a seleção brasileira na competição.


"Tivemos inúmeras chances contra a Venezuela, defendemos bem, mas tivemos muita ansiedade. Estivemos um pouco acelerados lá na frente, na hora do último passe e da finalização. Temos de melhorar para poder passar de fase", avaliou o lateral-esquerdo Filipe Luís.

Pelo menos na formação titular há jogadores com bastante potencial nesse fundamento. O principal deles é Coutinho. O meia do Barcelona marcou um belo gol de fora da área contra a Suíça, na Copa do Mundo, assim como anotou outro no ano passado contra El Salvador.

Candidato a titular contra os peruanos, Everton já marcou de fora da área na Copa América. Até mesmo jogadores do setor defensivo têm boa potência nos arremates de longe. O lateral-direito Daniel Alves é um dos exemplos.

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