Brasileiros querem guardar "sprint" para o fim da São Silvestre

esportes
30.12.2019, 18:02:03
Bezerra ficou em 10º na maratona no Pan de Lima (CBAt/Divulgação)

Brasileiros querem guardar "sprint" para o fim da São Silvestre

Wellington Bezerra é principal candidato nacional ao título da prova dessa terça (31)

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

Os corredores brasileiros prometem se esforçar nessa terça (31), a partir das 7h40, para acabar com o domínio dos atletas africanos na prova de São Silvestre. Sem ganhar o evento masculino desde 2010 e com a última vitória no feminino tendo sido obtida em 2006, os representantes do País querem colocar em prática uma nova estratégia para acabar com o domínio de etíopes e quenianos.

A edição 2019 da prova terá como destaques no masculino dois bicampeões. O queniano Edwin Rotich e o etíope naturalizado barenita Dawit Admasu são os favoritos. Entre as mulheres, o nome principal é de Brigid Kosgei, do Quênia, recordista mundial da maratona. A compatriota Pauline Kamulu é outra atleta bem cotada, já que neste ano foi bronze no Mundial de Meia-Maratona. 

Para superar tantos competidores renomados, o brasileiro Wellington Bezerra defende que é preciso mudar de estratégia. Em vez de buscar acompanhar o ritmo dos africanos desde o começo, o melhor é se poupar e deixar a arrancada apenas para os metros finais, em especial para encarar a forte subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

“O time de estrangeiros é muito forte. Os brasileiros têm de fazer uma prova mais cadenciada, sem correr tão junto dos outros desde o início. Tem de guardar energia para a Brigadeiro. Se o público ver a gente mais para trás do pelotão, não se preocupem. É estratégia”, explicou Bezerra.

O corredor afirmou que esse plano já deu certo ano passado, na Maratona de São Paulo. “Já fiz essa estratégia antes e deu certo, tive bons resultados. Fui vice na Maratona aqui em São Paulo porque deixei para o fim a minha arrancada”, contou.

A atleta Tatiele de Carvalho tem a experiência das oito edições anteriores da prova e concorda ser necessário preservar a força para o trecho final. “Nós treinamos o ano inteiro para a São Silvestre. O importante é ter uma estratégia correta”, disse.

Já o corredor Daniel Chaves da Silva não é tão otimista. Na opinião dele, a prova deve ter novamente domínio africano. “Acho difícil ganharmos a corrida. Eu procuro ser otimista, mas em termos de preparação ainda estamos atrás dos africanos. Eles sempre treinam em altitude, e é isso que tem feito a diferença pelo mundo”, afirmou.

A São Silvestre terá a participação de aproximadamente 35 mil pessoas, sendo que apenas 150 são atletas de elite. Em sua 95ª edição, a tradicional prova de 15 km vai distribuir R$ 461 mil para os dez primeiros colocados.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas