Caetano Veloso e Erasmo Carlos cantam em ato contra o fim do MinC

brasil
20.05.2016, 21:05:00

Caetano Veloso e Erasmo Carlos cantam em ato contra o fim do MinC

Em Brasília, Michel Temer criou um cargo maior para a Cultura, que segue vinculado ao Ministério da Educação

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Entre gritos de “Fora, Temer” entoados pelo público ao fim de cada canção, os cantores e compositores Caetano Veloso e Erasmo Carlos fizeram shows nessa sexta, 20, à noite no Palácio Gustavo Capanema, sede do Ministério da Educação - e da extinta pasta da Cultura -, centro do Rio. O prédio está ocupado desde a segunda, 16, por profissionais do setor cultural que protestam contra o governo do presidente em exercício Michel Temer.

“Quem não valoriza a cultura deste país não tem intimidade com a identidade brasileira”, afirmou Erasmo no início do show. “O Ministério (da Cultura é meu, é seu, é nosso”, emendou o Tremendão, que interpretou sozinho as duas primeiras músicas. Em seguida, chamou Caetano ao palco. Juntos, interpretaram De Noite na Cama, composta pelo baiano e sucesso de Erasmo no início dos anos 1970. Seguiram-se mais de dez músicas.

Ao fim de cada uma, o público entoava, por alguns segundos, coros contra Temer. Quando Caetano cantou A Luz de Tieta, de sua autoria, o público adaptou a letra: “Eta, eta, eta, o Eduardo Cunha tentou controlar minha b...”. Ao final, Caetano elogiou: “Que beleza essa criação espontânea!” A música só foi interrompida para discursos dos deputados federal Jean Wyllys e estadual Marcelo Freixo. Eles criticaram a extinção do Ministério da Cultura e a postura da imprensa.

Antes dos shows, houve apresentações de músicos, encenações teatrais e discursos. A programação seguiria até além das 3h de hoje, com shows de Seu Jorge, Teresa Cristina, Pretinho da Serrinha, Chico Chico (filho de Cássia Eller), do conjunto Noites do Norte e do bloco Me Beija que eu sou Cineasta.

Promoção
Em Brasília, Michel Temer criou um cargo maior para a Cultura, que segue vinculado ao Ministério da Educação. Marcelo Calero, confirmado na quarta-feira, 18, como chefe da área, será secretário especial nacional de cultura. Na prática, terá mais liberdade na tomada de decisões, ainda que suas responsabilidades não se equiparem às de um secretário-executivo ou ministro.

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