Casarão pega fogo no bairro do Barbalho: 'Se eu não tivesse acordada, todos iriam morrer'

salvador
17.02.2020, 06:49:33
Atualizado: 17.02.2020, 09:04:04
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

Casarão pega fogo no bairro do Barbalho: 'Se eu não tivesse acordada, todos iriam morrer'

Imóvel fica próximo à Ladeira do Arco

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Um casarão pegou fogo no bairro do Barbalho, na madrugada desta segunda-feira (17). O imóvel fica próximo à Ladeira do Arco. Segundo moradores, o incêndio  começou por volta das 5h da manhã. A suspeita, segundo eles, é que foi um incêndio criminoso. 

Uma equipe do Corpo de Bombeiros acompanhada de policiais militares está no local realizando o combate às chamas. Pelo menos três pessoas dormiam no casarão quando o fogo começou, mas ninguém ficou ferido. 

A vendedoda de rifas, Camila Ferreira, 30 anos, é uma das sobreviventes. Ela estava morando no casarão há cerca de 4 meses. Ela conta que foi a primeira a perceber a presença da fumaça no prédio e resolveu acordar as outras pessoas. 

"Se eu não tivesse acordada, todos iriam morrer intoxicados com a fumaça. Perdemos roupas, documentos, tudo que tinha. Eu já estava com falta de ar. Nós pulamos para outra casa do lado para nós salvar do fogo. Na agonia, eu ia pular da janela para o meio da rua, mas meu sogro não deixou. Eu só pensava em não morrer queimada e em meu filho", desabafou. 

Ainda segundo Camila, a suspeita dela e dos outros modadores é de que o incêndio no local tenha sido criminoso. O local tinha energia elétrica, mas não apresentou pane durante a noite. No entanto, uma perícia no local para identificar as causas ainda será realizada.

"A TV e o ventilador continuaram ligados enquanto o prédio pegava fogo, não foi curto. Não deu tempo de salvar nada. Ou salvava, ou morria queimados. A porta não tinha fechadura, ficava escorada com uma madeira. Alguém pode ter entrado e tocado fogo. Não sabemos. Foi coisa de Deus mesmo. Por sorte eu já estava acordada e consegui acordar todo mundo", completou a moradora. 

De acordo com o engenheiro supervisor da Defesa Civil do Salvador (Codesal), Paulo Passos, o prédio já passou por três vistorias. A primeira delas ocorreu em 2011, a segunda em 2015 e a última em 24 de julho de 2019.

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