César Romero lança livros de minicontos

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14.09.2021, 16:45:00
Atualizado: 14.09.2021, 17:37:43
César Romero e a capa de um dos livros que está lançando (divulgação)

César Romero lança livros de minicontos

Colunista de artes plásticas do CORREIO também ilustra os textos

O leitor do CORREIO sabe que todas as segundas-feiras é dia da coluna de César Romero, sobre artes plásticas. Agora, o crítico, que é também pintor, se aventura em uma nova carreira: a de escritor de ficção. César está lançando cinco livros de minicontos, todos escritos durante a pandemia. "Minicontos, no entanto, apesar do que o nome sugere, não são contos pequenos. Mas é um tipo de literatura para dizer com o mínimo de palavras uma história com começo, meio e fim. E deixar o leitor participar da viagem", define o escritor.

Para se ter uma ideia, vão aí alguns exemplos de minicontos do livro. Um deles é chamado Desvão: "Conheceu o amor. Se perdeu no transpirar do sangue". Outro é Palco: "Ele, transformista; o companheiro, também. Talento os separou". Os dois estão no livro Tempo Nômade. 
"Em cada um dos microcontos, depreende-se uma conversão entre fragmentos do escrito e do visual. Imagem e texto acoplam-se num pertencimento mútuo", afirma a poeta Mirian de Carvalho, no texto de apresentação de Tempo Nômade. Os textos são acompanhados de desenhos ou pinturas de César. 

Num outro volume, Reciclário: Um Horóscopo, o autor apresenta uma visão original sobre os signos do zodíaco e novas interpretações visuais de cada um dos 12 ícones. "É um trabalho de transfiguração, um estudo das imagens, que saem de forma simplória nos jornais, revistas e internet", diz César, que afirma não acreditar em signos. "Não têm nada de científico", enfatiza.

A coleção de minicontos Ao Largo reúne cartas trocadas entre dois rapazes, que passam pelo fim de um relacionamento. É o mesmo mote do filme homônimo, que César dirigiu há cerca de três anos, mas ainda não finalizou.

"O livro é bilíngue – português/inglês – e ressalta a arquitetura, as ruas de dia e à noite, as angulações, os desvios, as luzes, os claros, os escuros, as flores, frutas, bichos e personagens que vivem nas ruas do Largo 2 de Julho", diz César.

Os outros dois livros são Pássaros e Linha e Vazio.

César conheceu os minicontos através de uma amiga, que estava traduzindo um livro dele para o espanhol. "Havia pedido a ela para traduzir um livro meu de poesias, Algidez. E ela me apresentou os minicontos de Augusto Monterroso. Leu pra mim o miniconto Dinossauro, que tinha uma só frase", lembra César. Monterroso (1921-2003) que era hondurenho e naturalizado guatemalteco, é uma das referências em minicontos. Os livros de César Romero estão à venda em formato digital por R$ 10 na Amazon cada. Assinantes do Kindle Unlimited podem ler gratuitamente.


 

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