Coleção Ildázio Tavares é inaugurada nesta quinta no MAM

entretenimento
05.09.2019, 22:47:00
Atualizado: 05.09.2019, 22:51:10
Filhos do homenageado, Ildázio Júnior e Gil Vicente exibiram um mini documentário com a história da ópera e da carreira do pai (Arisson Marinho/CORREIO)

Coleção Ildázio Tavares é inaugurada nesta quinta no MAM

Ensaios, livros e poemas estão entre os produtos expostos pelo projeto, que acontece em etapas

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

 Foi apresentada ontem no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) a coleção Ildásio Tavares, que leva o nome do dramaturgo e poeta baiano morto em 2010 aos 70 anos de idade. A festa teve a presença de artistas, amigos, familiares e admiradores dos poemas, ensaios e livros de Ildásio.

O evento foi comandado por Ildázio Júnior e Gil Vicente Tavares, filhos do homenageado, e é encarado como um pontapé inicial para o projeto: “Ele era um cara de vanguarda, com uma consciência social muito grande, à frente do tempo dele. A gente vê uma contribuição dele que, há 25 ou 30 anos, ele já estava produzindo e mostrando a necessidade de se olhar para questões como o racismo e a cultura afrodescendente”, explicou Ildázio, que está na coordenação geral da coleção.

Ildázio e Gil exibiram um mini documentário com a história da ópera e da carreira do pai (Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

O produto inicial da Coleção Ildásio Tavares é o lançamento da ópera Lidia de Oxum. O espetáculo, que é uma parceria entre Ildásio e o maestro e compositor Lindembergue Cardoso (1939 - 1989), já foi montado em 1994 no Teatro Castro Alves e, entre os dias 21 e 23 de novembro, estará de volta ao mesmo palco. Além da montagem, o projeto prevê, até 2021, a realização de outras peças escritas por Ildásio e a reedição de quatro livros do autor, como Xangô e Candomblés da Bahia.

Entre os nomes confirmados nas funções técnicas, estão Marcio Medina, na cenografia; Jorge Silva, na coreografia; Maestro Angelo Rafael, como preparador vocal e regente do coro e Maestro Carlos Prazeres.

Pelo palco, passam oito solistas, além de 60 coralistas, orquestra sinfônica, corpo de balé com 20 integrantes e dez percussionistas para dar vida ao enredo, numa montagem que se aproxima de duas horas de duração.


*com orientação do editor Roberto Midlej

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas