Comemoração do Dia do Samba reúne mais de 30 artistas no Rio Vermelho

entretenimento
07.12.2019, 06:00:00
Atualizado: 07.12.2019, 08:22:24
(Divulgação)

Comemoração do Dia do Samba reúne mais de 30 artistas no Rio Vermelho

Nomes como Edil Pacheco, Tonho Matéria, Dado Brazzaville e Mariene de Castro fazem a festa no palco

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Um ritmo que é a cara do Brasil. Precursor de diversos gêneros musicais, o samba precisa ser celebrado. E é com essa intenção que desde a década de 70, foi criado em Salvador o Dia do Samba, que hoje já se tornou uma data nacional. Comemorado na última semana, dia 2 de dezembro, a tradicional festa do Dia do Samba precisou ser adiada, mas a celebração da 47ª edição ficou para hoje, a partir das 17h, na Praça Caramuru, Rio Vermelho.

Em uma grande reunião de mais de 30 nomes do samba baiano e brasileiro, a festa reúne figuras como Edil Pacheco, Tonho Matéria, Dado Brazzaville, Mariene de Castro, Juliana Ribeiro, Nelson Rufino e Walmir Lima, que cantam composições das mais diferentes décadas e referências.

“É uma data de celebração, é um grande encontro que vai além do palco, feito de forma coletiva”, conta Juliana Ribeiro, sobre o evento que, esse ano, homenageia Jackson do Pandeiro (1919-1982). “Ele é um artista com uma forma de cantar divina, diferente de todo mundo, que mistura o baião e o samba. Serve de referência para todos nós”, dia Edil Pacheco.

No palco, haverá um revezamento entre os cantores, que cantarão seus grandes sucessos e ainda homenagens a Jackson, tudo comandado pela banda base Cor do Brasil.

Pacheco acompanha o Dia do Samba desde sua criação. Nos primeiros anos, como cantor, trazia um samba muito ligados às marchinhas de Carnaval e que até hoje servem de base para outros ritmos baianos. De 87 pra cá, se juntou à figuras icônicas como Batatinha e passou a produzir a festa.

Desde então, o evento passou por diversas gerações  do samba. Por mais que as mudanças sejam quase inevitáveis, Edil não enxerga essas interferências como ruins e entende que faz parte do processo. O que falta, como lembra Juliana Ribeiro, é uma maior valorização do samba baiano, afinal “a Bahia é a matriz de tudo”, disse. Para Mariene, “vale um louvor também a todos os sambistas que estão vivos”.

Praça Caramuru (Rio Vermelho). Sábado (7), às 17h. Gratuito

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