Conheça a jovem que transformou a paixão por bichos em um negócio lucrativo

salvador
19.01.2020, 05:14:00
No Réveillon, Jéssica Gaspar, mais conhecida como Menina dos Pets, hospedou 57 animais (Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Conheça a jovem que transformou a paixão por bichos em um negócio lucrativo

Aos 22 anos, Jéssica ficou conhecida como a Menina dos Pets

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A jovem Jéssica Gaspar, 22 anos, ainda está tentando recuperar as energias do Réveillon. Não por ter encarado uma rotina intensa de festas ou de viagens longas – o motivo do cansaço é outro. A noite do dia 31 de dezembro de 2019 dificilmente será esquecida por ela: estava acompanhada de hóspedes especiais na casa de praia da família. No Ano Novo, ela recebeu 57 animais – 56 cachorros e uma coelha. 

Desde 2018, Jéssica também atende por uma alcunha que ajuda a entender um pouco do contexto: ela é a Menina dos Pets. Foi assim que ficou conhecida, inclusive nas redes sociais (no Instagram, tem mais de 17 mil seguidores no @meninadospets), quando começou a oferecer o serviço de hospedagem familiar. Mas, hoje, é mais do que isso – a Menina dos Pets é uma empresa com outros dois sócios e colaboração de toda a família. 

O principal produto é a hospedagem: além de um apartamento em Salvador, ela adaptou toda a casa de praia da família, em Jauá, em Camaçari, no Litoral Norte do estado, para receber os peludos (e, eventualmente, aqueles com penas ou escamas). Com direito a parquinho e a possibilidade de incluir piscina, banhos e passeios, ela transmite atualizações para os donos várias vezes ao dia, com fotos e vídeos em um grupo de Whatsapp.  

“Eu troco qualquer festa para estar com eles. Aniversário, São João, Carnaval. Nunca me importei com isso. Eu até curto com eles, porque toda época festiva, a gente faz festa para eles. No Natal, fazemos sorteios. No Carnaval, tem desfile. Procuro trazer para a hospedagem”, conta ela, que tem duas cadelas da raça pug. 

Em um mês normal – quando não há muitas festas ou período de feriados –, o faturamento médio fica em torno de R$ 5 mil a R$ 7 mil. Na alta estação, como dezembro e janeiro, esse valor chega a triplicar. Mas o trabalho é intenso. Durante as festas, a equipe ganha o reforço de outros membros da família, como a mãe e tios. 

Com uma hospedagem familiar, Jéssica, a Menina dos Pets, entrou em um ramo que só cresce (Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Jessica tem ainda uma de linha de roupas para humanos e para pets, um canal no YouTube e pretende lançar um curso de empreendedorismo focado em quem quer começar no ramo de petsitter. De fato, ela entrou em um filão que só cresce: o mercado pet nacional movimentou R$ 34,4 bilhões em 2018, de acordo com o Instituto Pet Brasil, entidade fundada em 2013 com o objetivo de estimular o desenvolvimento do setor de produtos e serviços para animais de estimação.

O faturamento foi 4,6% maior do que em 2017 e chega a representar 0,36% do PIB brasileiro - mais do que os segmentos de utilidades domésticas e de automação industrial. A projeção do instituto é de que o faturamento em 2019 tenha sido de R$ 36,2 bilhões, com alta de 5,4% sobre 2018.

"Cada vez mais os animais de animação são considerados membros da família. Por isso, até mesmo cães de raças maiores, que sempre ficaram nos quintais das casas, passaram a participar mais do cotidiano dos lares. Hoje, os pets têm uma casinha do lado de fora e uma cama na sala de estar. Essa humanização reflete-se também nos serviços e produtos", afirma a diretora-executiva do Instituto Pet Brasil, Martina Campos. 

Quem tem um animal de estimação hoje costuma gastar muito mais do que apenas com ração ou vacinas. É por isso que a hospedagem tem se destacado. Nas estatísticas, a hospedagem é considerada parte do segmento de serviços gerais, que é 10,2% de todo faturamento. Segundo o Instituto Pet Brasil, em 2018, o segmento de Pet Food teve participação de 46,4% no faturamento, seguido por vendas de animais (12,8%), produtos veterinários (11,1%), serviços veterinários (9,7%), Pet Care (higiene, beleza, equipamentos e utilidades), com 6,4%, e comércio eletrônico (3,5%).

Com esses números, o Brasil já o segundo maior mercado pet do mundo. Com 5,6% de participação no que é vendido em todo o planeta, o país só fica atrás dos Estados Unidos, que responde por 40% das vendas. 

Não há números sobre a realidade econômica local, mas é possível ter uma ideia segundo a própria população de animais de estimação por aqui. Em toda a Bahia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35,5% das famílias tinham um cachorro em casa em 2013 – mais de 1,6 milhão de residências.  O percentual de famílias com gatos no estado era de 21,3% no mesmo período, com mais de um milhão de registros. 

Começo de tudo
Em 2018, Jéssica ainda era estudante de Direito. A ideia da hospedagem surgiu justamente porque ela sabia que não queria seguir a carreira jurídica.

“Queria trabalhar com animais, mas não sabia como. Tentei fazer veterinária, mas não consegui ficar. Na veterinária, você tem contato com animal doente. Eu queria trabalhar com eles bem, felizes. Não com eles mal”, conta a Menina dos Pets. 

Ela percebeu que, em outras cidades, a hospedagem familiar já era mais comum. Notou até que ela própria tinha uma demanda: sempre teve cachorros e deixava de viajar porque não tinha com quem deixá-los. Só confiava se os deixasse com a família. “Me veio a ideia de cuidar dos animais dos outros da forma como eu cuido dos meus”, explica. 

O namorado, o adestrador Pedro Andrade, 22, que também estudava administração, embarcou na proposta logo no começo. Com a divulgação de amigos, pelo ‘boca a boca’ e até fazendo panfletagem em eventos pet, os dois primeiros hóspedes – um shih tzu e um spitz alemão – vieram em setembro de 2018. 

“Mas vi que o apartamento era algo tão comum, tão besta. Se a gente tem uma casa de praia, por que não? Era uma casa que a gente só ia no fim de semana para curtir a piscina. Decidimos tentar e as pessoas começaram a gostar porque tem área verde e piscina. Assim, foi dando certo”, lembra Jéssica. 

Só que, tão logo o terceiro cliente chegou, eles descobriram que a casa não estava totalmente preparada. Era um cachorro de grande porte, da raça golden retriever, que logo descobriu a piscina, ainda sem gradil. O bichinho queria se jogar na água o tempo todo. Assim, eles correram para instalar uma grade no entorno da piscina. 

Alguns dos 'clientes' mais comuns são os cães da raça golden retriever. Foi graças a um golden, seu terceiro hóspede, que ela percebeu que precisava gradear a piscina da casa de praia (Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

À medida que os novos hóspedes chegavam, identificavam outros locais que precisavam de contenção. Foi assim com a varanda, a porta principal e até com a escada. 

No início, as coisas eram mais informais. Havia conversa com os donos sobre cada pet, mas não existia ainda a ficha de cadastro que faz parte do serviço atualmente. Os pais sempre apoiaram, mas foram acreditando no projeto aos poucos.“Agora, não somos mais eu e ele (Pedro). Minha mãe começou a ajudar, meu pai, meu tio. Tem uma equipe de pessoas da família”. 

Ano Novo
Foi com essa equipe que os bichos passaram a noite do Réveillon. Já existia uma separação por tamanho, mas no dia 31, horas antes da virada, a turma foi dividida em oito quartos com abafamento de som e ar-condicionado. Em cada um dos ambientes, havia um cuidador. Além disso, eles improvisam ‘cabaninhas’, já que alguns animais gostam de procurar tocas. Uma vez no quarto, os cuidadores colocam músicas para que eles não percebam o barulho dos fogos de artifício. 

Nos hóspedes mais agitados, colocaram faixas de tecido em volta do corpo – o método é indicado por adestradores para acalmar cachorros em situações barulhentas. 

“Deu certo e foi um Ano Novo muito tranquilo. Foi o período em que mais tivemos cachorros aqui (desde o início da hospedagem). Demorava quase uma hora para colocar a comida de todos. A gente teve que encerrar as vagas, porque a procura foi maior do que imaginei”, diz. 

As reservas do Ano Novo começam até mesmo um ano antes, embora a maioria das pessoas faça contato, em média, três meses antes da data. Antes disso, o recorde de hóspedes era do São João de 2019, quando 45 cachorros passaram o feriado por lá. 

Durante o dia, os cachorros ficam soltos nos espaços delimitados pela separação de tamanho. Hóspedes de outras espécies ficam em áreas separadas, onde os cães não têm acesso – foi o caso da coelha, no Réveillon, e de pássaros que já se hospedaram com a Menina dos Pets. Na casa, ela tem viveiros, mas avisa aos danos para trazer os próprios, caso o pet não se adapte ao novo ambiente. 

Ainda que os cachorros sejam mais comuns, há hospedagem para outras espécies. No Réveillon, além dos cachorros, ela recebeu uma coelhinha (Foto: Pedro Andrade/Divulgação)

“Cada animal tem uma necessidade. Hoje, ainda não tenho gatil próprio para gato grande, mas já hospedei gato filhote, que ainda não pula”, explica. 

Quem define os horários de trabalho são os próprios bichos. Logo nas primeiras horas, os cachorros dão “bom dia”. Como dormem nos quartos com os cuidadores, é comum acordar os humanos com uma recepção que vai de latidos a subidas no rosto. A rotina só termina depois que todos os animais dormem. 

Investimento
Jessica chegou a voltar à faculdade de Direito, mas trancou no meio do ano passado, já no oitavo semestre. Foi o momento em que precisou tomar uma decisão. A procura pela hospedagem só crescia. Estava sendo tão intenso que não dava mais para conciliar as duas coisas. 

“Coloquei na balança o que queria na minha vida e a faculdade estava no último plano”, lembra. “Eu não tive inspiração de ninguém e, por não ter essa inspiração, quero ser isso para as pessoas que pretendem seguir por esse ramo. Está crescendo muito, porque tem várias coisas que você pode fazer com animais. Eu estou conseguindo esse objetivo”, completa. 

Desde o início, ela registrou o nome da empresa e se tornou Microempreendedor Individual (MEI). Pedro, que se tornou seu sócio, estuda Administração e é responsável pelas questões burocráticas da empresa. Além dele, o pai de Jéssica, Ivan Guedes, também faz parte da sociedade.  

Ela investiu em cursos específicos para melhorar o atendimento. Fez mais de um curso de primeiros socorros, além de treinamentos de psicologia canina e de adestramento. Ela ainda fez cursos de todos os animais. “Fiz curso (para cuidar) de hamster, de calopsita, de porquinho-da-índia. Tem para todos. Quanto mais você investir, melhor”.

Foi justamente enquanto procurava por capacitação que ela identificou outra lacuna no mercado.

“Estou começando a produzir um curso meu para quem quer começar a empreender nisso. O mercado de pet sitter [quem cuida temporariamente de pets] ainda é meio vago, por isso, a proposta é agregar tudo para quem quer empreender com pets”, adianta.

O curso deve ser online, mas ela estuda lançar uma programação presencial para quem estiver em Salvador.  

Agora, ela pretende continuar implementando brinquedos de enriquecimento ambiental.  A aquisição mais recente foi um Fiat Fiorino. Com refrigeração e cintos de segurança para os cachorros, está sendo adaptado para ser o ‘Pet Táxi’ e transportar os animais para a hospedagem. 

Para a hospedagem, houve o investimento na estrutura, inclusive com brinquedos para os bichos (Foto: Tiago Caldas/CORREIO)

Somando tudo – das mudanças na casa até os cursos e o carro –, ela acredita já ter investido mais de R$ 100 mil ao longo de dois anos. “Depende do que você quer colocar no espaço. Existem opções mais baratas, mas eu quis investir no mais caro para ter mais qualidade”, explica. 

Uma diária de hospedagem na baixa estação varia entre R$ 55 e R$ 65, dependendo do porte do animal. Na alta estação, cada diária pode ficar R$ 5 ou R$ 10 mais cara. Quanto mais perto da data, maior o valor. Não há restrição de raças, mas, no caso dos cachorros, é preciso de uma análise de comportamento antes. 

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Para ajudar o negócio, uma boa dica é investir na comunicação em redes sociais desde o início. “Foi muito importante porque cada plataforma tem um jeito de entregar o conteúdo. Para você otimizar, não tem jeito. É um investimento e o retorno vem”, diz Jéssica. 

Como começar uma hospedagem de animais 

A hospedagem de animais pode ser uma boa alternativa para quem está precisando de uma renda extra ou até mesmo de uma virada completa na carreira. Antes de começar, separamos algumas dicas para quem quer entrar no ramo. 

1. Gosta de bichos? Quais?

Primeiro, é importante ter em mente que esse é um trabalho para quem gosta de animais. Depois, um dos primeiros passos é decidir que animais serão hospedados. Alguns cuidadores trabalham só com cachorros, outros apenas com gatos. Alguns, como Jéssica, aceitam todos os pets. Existem plataformas conhecidas como a DogHero e o PetAnjo que colocam donos de pets em contato com pessoas que oferecem serviços de hospedagem - é quase um AirBnB para pets, com acompanhamento de alguém durante todo o tempo. 

2. Além da hospedagem, existe o serviço de 'babá de pets'

Se o seu foco é oferecer apenas o serviço de pet sitter, sem a hospedagem, também é preciso definir o público-alvo. Quem é pet sitter, em geral, vai na casa dos animais e passa um período determinado cuidando deles. Esses cuidados vão desde passeio e recreação até limpeza e troca de alimentos e água. A depender de cada caso, essa visita deve acontecer mais de uma vez por dia. Assim como a hospedagem, também dá para usar plataformas como o PetAnjo e a DogHero, além de criar a própria página em redes sociais. 

3. Hospedagem maior ou estrutura de hotel

Se o seu plano é montar uma estrutura de hospedagem maior, o Sebrae oferece consultoria sobre como montar um hotel para animais domésticos. No guia, são indicadas algumas das principais funções de quem for trabalhar no local. Os cuidadores, por exemplo, costumam ser responsáveis por realizar o cadastramento de cada animal;alimentar os animais nos horários estipulados; fornecer medicações; realizar passeios e acompanhar as brincadeiras ao ar livre.

4. Saber que os donos de animais estão cada vez mais exigentes 

Quem quer investir nisso precisa estar atento às instalações e, se for um empreendimento maior, ter uma equipe preparada para garantir o bem-estar e as condições impecáveis de higiene. 

"É um público que gosta de conhecer as instalações e como é a rotina do espaço, se os animais têm alguma atividade durante o período, como será a interação entre os hóspedes, etc. As temporadas de férias escolares e festas de fim de ano costumam ser os períodos mais concorridos. É interessante possuir instalações que possam comportar uma procura bem elástica nessas épocas do ano, assim como feriados prolongados", orienta a diretora-executiva do Instituto Pet Brasil, Martina Campos. 

5. Começar seu próprio negócio de hospedagem não garante sucesso 

Martina destaca que esse é um mercado muito pulverizado. Em 2018, o varejo Pet Especializado tinha mais de 31 mil estabelecimentos. A maioria deles era de pet shops de bairros, com 25.125 lojas (79,6% do total). 

"Isso significa que, de cada 10 pet shops, oito são os categorizados como loja de vizinhança, ou seja, apresentam faturamento médio de R$ 60 mil a R$ 100 mil, possuem até quatro funcionários e oferecem cerca de 30% de cobertura do mix de produtos Pet", diz a diretora-executiva do Instituto Pet Brasil.

Em seguida, vêm os pet shops de médio porte, com 5.871 lojas (18,6%), seguidos das mega stores regionais (401/1,3%) e das mega stores nacionais (172/0,5%). "Com esses números em mente, não basta apenas gostar muito de animais de estimação para ter um negócio de sucesso, mas também entender o negócio e oferecer segurança e tranquilidade para a família", completa Martina. 

***

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