Delator preso na Bahia pela Lava Jato vai depor a Moro em ação contra Lula

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14.06.2018, 05:01:00
Atualizado: 14.06.2018, 10:12:06

Delator preso na Bahia pela Lava Jato vai depor a Moro em ação contra Lula

Por Jairo Costa Júnior, com Luan Santos

Um dos baianos presos em Salvador durante a Operação Xepa, etapa da Lava Jato deflagrada em 22 de março de 2016, vai depor ao juiz Sérgio Moro no próximo dia 29 na ação sobre o sítio de Atibaia, em que o ex-presidente Lula (PT) é acusado de lavagem de dinheiro. Empresário do ramo de imóveis em Ilhéus, Isaias Ubiraci Chaves Santos é apontado como um dos responsáveis pela confecção de planilhas e remessas de dinheiro através do chamado Setor de Propinas da Odebrecht. De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), ele atuava em conjunto com o Centro de Apoio e Solidariedade da Bahia (Cenasb), ONG localizada no Itaigara que foi alvo de busca e apreensão por suspeita de integrar o esquema. Após a prisão, Santos entrou na lista de delatores da Lava Jato.
Homem de dentro
Arrolado pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht, Isaias Santos operava diretamente com a secretária executiva Maria Lucia Guimarães Tavares, peça-chave da investigação que revelou o setor de propinas montado na Bahia.

Perto do veredito
Responsável por outro caso originado das investigações da Lava Jato na Bahia, Sérgio Moro decidirá, em breve, o destino do ex-gerente da Transpetro no Nordeste José Antônio de Jesus, suspeito de operar propinas para políticos do PT no estado. Ontem, o juiz federal recebeu os autos conclusos da ação penal para julgamento e deve anunciar a sentença no início do segundo semestre. Preso em Camaçari no fim de novembro do ano passado pela Operação Sirius, José Antônio confessou que recebia dinheiro ilícito sobre contratos com a subsidiária da Petrobras e revelou ter entregue parte dos recursos para políticos baianos.

Volta ao banco
A Justiça de Santo Amaro determinou a reinclusão do empresário Roberto Santana na lista de réus em duas ações de improbidade administrativa sob a esfera da Operação Adsumus. Proprietário das construtoras Grautech e Oliveira Santana, o empreiteiro é acusado de chefiar um dos braços empresariais da rede de corrupção em prefeituras do Recôncavo, desbaratada pelo Ministério Público do Estado.  A decisão cancela liminares que livravam Santana de responder por dano ao erário calculado em cerca de R$ 34 milhões.

Dano colateral
Após minimizar a denúncia que respinga em entidades dirigidas por aliados lotados em seu gabinete, o presidente da Assembleia, Angelo Coronel (PSD), exonerou ontem dois servidores apontados pela Folha de S.Paulo por manter contratos milionários com o governo estadual e o Legislativo. Alexandre Pereira  e Eurico Bonfim comandam a Family Cred Soluções, administradora de cartões de tíquete combustível, e caíram em meio à tentativa de evitar desgates a Coronel, cotado para a vaga de senador na chapa do governador Rui Costa (PT).

Páreo duro
Líderes da oposição no estado se dividem sobre a chance de sucesso na costura entre o DEM e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Metade acha que o acordo com o presidenciável vingará. A outra duvida.

Precisamos de resposta da Claro, pois as pessoas têm sofrido sem rede móvel de telefonia. Da saúde ao comércio, tudo está afetado. Espero que a empresa restabeleça o sinal o mais breve possível Neusa Cadore, deputada estadual do PT, sobre o apagão telefônico que atinge desde domingo três regiões: Sisal, Bacia do Jacuípe e Velho Chico