Depois de 25 anos, O Rei Leão retorna em versão de "carne e osso"

entretenimento
18.07.2019, 06:00:00

Depois de 25 anos, O Rei Leão retorna em versão de "carne e osso"

Longa feito em computação gráfica tem imagem ultrarrealistas

Em momentos como o que vivemos, o jornalismo sério ganha ainda mais relevância. Precisamos um do outro para atravessar essa tempestade. Se puder, apoie nosso trabalho e assine o Jornal Correio por apenas R$ 5,94/mês.

“Desde o dia em que ao mundo chegamos/Caminhamos ao rumo do sol”... se você, como o repórter que assina este texto, é daqueles que se arrepiam ao escutar os primeiros versos da clássica canção Ciclo sem Fim, de O Rei Leão, pode se preparar para ir logo ao cinema: estreia hoje o live action homônimo à animação de 1994, que é um dos maiores sucessos dos estúdios Disney até hoje. 

Na lista de maiores bilheterias de todos os tempos nos Estados Unidos, o desenho permanece em 20º lugar, quando se consideram os valores ajustados pela inflação: US$ 803 milhões.

Zazu, o divertido calau, está no filme

Agora, no lugar da animação realizada à mão, entra a computação gráfica em todo o filme. Por isso, até se tem discutido se essa nova versão deve ser classificada como “live action”, já que a expressão se refere a filme feitos por atores “reais”. Daí, alguns têm preferido chamar de fotorrealismo.

A história, uma intrigante disputa pelo poder digna de Shakespeare, continua basicamente a mesma: o pequeno leão Simba , acreditando ser o culpado pela morte pai, decide ir embora de seu reino. Assim, deixa o trono do rei livre para o seu tio Scar assumir. Mas, na verdade, Simba havia caído numa cilada preparada pelo maquiavélico Scar.

 Beyoncé e Iza
Como na primeira versão, Disney investiu muito na equipe que dá voz aos personagens e incluiu estrelas como Beyoncé e Donald Glover (que usa o nome Childish Gambino como rapper), que fazem as vozes de Nala e Simba. James Earl Jones, com seu conhecido timbre gravíssimo, é a voz de Mufasa, o pai de Simba. 

No Brasil, também foram escolhidos artistas populares em vez de dubladores profissionais: a cantora Iza entra no lugar de Beyoncé e Ícaro Silva no de Glover. Fã da animação, Iza revelou-se emocionada ao dublar Nala: “Esse filme foi o que mais me marcou, foi a primeira vez que fui ao cinema. Eu não vi até o final porque o Mufasa morreu e acabou o filme para mim. Fiquei chorando muito e fui embora”, disse a cantora ao jornal O Tempo.

Timão e Pumba garantem as risadas

As marcantes canções da primeira versão estão de volta, agora gravadas pelos dois principais dubladores, tanto em português como em inglês. No Brasil, predomina nos cinemas a versão em portugês, mas algumas salas, inclusive em Salvador,  exibem com a voz em inglês. Há canções inéditas, como Never Too Late, com música de Elton John e letra de Tim Rice, mesma dupla responsável pelas canções do longa de 1994.

A má notícia é que talvez você, fã do filme, não tenha razões para se animar muito, quando se considera a receptividade por parte da crítica americana, que assistiu ao filme. No IMDB, em que a nota varia de zero a dez, o longa está com 5,9. No Rotten Tomatoes, o desempenho é praticamente o mesmo: tem 58%, para um máximo de 100%. E a impressão quase unânime é de que tecnicamente o filme é deslumbrante, mas um pouco “frio”.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas