Dia dos Namorados aquece mercado de roupas íntimas

economia
09.06.2017, 09:00:00

Dia dos Namorados aquece mercado de roupas íntimas

A empresária Renata Garcez espera um aumento de cerca de 40% no faturamento

O setor de roupas íntimas espera alcançar excelentes resultados com a chegada do Dia dos Namorados. A empresária Renata Garcez, proprietária da franquia da Intimissimi em Salvador, que funciona no Piso L2 do Salvador Shopping, estima um crescimento de mais de 40% em relação aos outros meses do ano.

"O Dia dos Namorados é o nosso segundo Natal. Os clientes investem bastante. Muitos homens compram presentes para as mulheres e as mulheres também se presenteiam para surpreender os maridos e namorados", disse Renata.

(Foto: Divulgação/Intimissimi) 


Há 15 anos no mercado, a Intimissimi nasceu na Itália e hoje conta com 1500 lojas nas principais cidades do mundo. "É uma marca que estava faltando no cenário baiano porque ela concilia qualidade, sensualidade e preços competitivos", explica a empresária.

Ela destaca ainda que todas as peças têm design italiano e muitas são vendidas no Brasil por valores inferiores aos encontrados na Europa. "A Intimissimi chegou aqui para ser competitiva e para isso ela até reduz a margem de lucro para atender um maior público".

De acordo com Renata, as peças vermelhas são as mais procuradas pelos clientes. "Principalmente os homens quando chegam para comprar vão atrás das peças vermelhas, tanto calcinhas como as lingeries e espartilhos", disse.   

Sexy shops também apostam na data romântica 
Dia dos Namorados é também uma oportunidade de surpreender o parceiro (a). Para isso, poucas coisas são tão eficientes quanto recorrer às infinidades de brinquedos, fantasias e cosméticos disponíveis nas prateleiras dos sexy shops.

O empresário José Valoes, que há quatro anos comanda a loja Hot Vip, na Av. Sete, conta que essa é a época do ano de maior faturamento. "No ano passado, o aumento de vendas chegou a 150%. Os namorados querem fazer coisas diferentes, mas também usar coisas diferentes".

Segundo Valoes, em função da crise as vendas deste ano não deverão crescer tanto quanto em 2016. Ainda assim, as expectativas são boas. "Estou esperando um aumento de 60%, o que é bom, mas não tão bom como foi no ano passado". 

A adversidade financeira, aliás, foi responsável por fechar uma série de estabelecimentos do segmento erótico na cidade. De acordo com Valoes, do segundo semestre de 2016 pra cá, cerca de oito sexy shops encerraram suas atividades na região do Centro de Salvador.

Para manter as portas abertas e, principalmente, a satisfação dos clientes que resolvem se aventurar no universo de fantasias, o empresário acredita que é fundamental se qualificar. "Viajo para outros estados para me aprimorar, assisto palestras, leio bastante sobre o assunto para quando o cliente chegar aqui com uma dúvida eu ter como esclarecer".

As irmãs Ane e Jeane Silva, sócias do sexy shop Esquenta, em Vilas do Atlântico, vêm investindo na realização de eventos na própria loja para debater questões voltadas para a sexualidade e fidelizar clientes. "Chamamos especialistas para palestras, fazemos coffee break com sorteios de brindes e estamos planejando em breve fazer uma ação voltada para casais", disse Jeane.

Segundo os empresários, dentre os produtos mais procurados estão os brinquedos, as lâminas, o anel com vibrador, além dos óleos e gels para o corpo. "Agora está muito em alta as massagens, sobretudo a tântrica", afirmou Ane.

***

Em tempos de coronavírus e desinformação, o CORREIO continua produzindo diariamente informação responsável e apurada pela nossa redação que escreve, edita e entrega notícias nas quais você pode confiar. Assim como o de tantos outros profissionais ligados a atividades essenciais, nosso trabalho tem sido maior do que nunca. Colabore para que nossa equipe de jornalistas seja mantida para entregar a você e todos os baianos conteúdo profissional. Assine o jornal.


Relacionadas