Do fundo do baú: as memórias de quando Simone & Simária eram apenas 'as coleguinhas'

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17.10.2020, 05:50:00
Atualizado: 17.10.2020, 11:46:42
(Foto: Divulgação)

Do fundo do baú: as memórias de quando Simone & Simária eram apenas 'as coleguinhas'

As baianinhas continuam as mesmas desde que se lançaram como dupla

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Em março de 2012, recebi um convite feito pelas jornalistas Karla Rodrigues e Renata Benevides, da Capuchino Assessoria de Fortaleza. Era para a festa de lançamento da carreira solo de uma dupla formada pelas irmãs Simone e Simaria que estavam deixando os vocais da banda Forró do Muído. A princípio fiquei pensando como seria essa dupla. Mas como Karla e Renata sempre me convidam para a cobertura do Fortal, em Fortaleza, e me recebem muito bem não pensei duas vezes. Convite aceito me dirigi para a capital cearense e lá conheci as cantoras e vim a saber que elas eram baianas da cidade de Uibaí, mas já estavam morando fora há muito tempo.

Com a presença de jornalistas do Rio e São Paulo, foi realizado um pocket-show durante a feijoada no Mucuripe Club quando elas foram apresentadas por Thierry Figueira e Renata Domingues. Simone e Simaria fazem parte do cast da Social Music. Na feijoada, os convidados receberam o novo CD das Coleguinhas, reunindo sucessos como “Se eu fosse um garoto”, “Me diz que quer ficar comigo” (em parceria com o Asa de Águia) e as mais novas Você é muito mala e Piu Piu.

As Coleguinhas estavam sendo lançadas por uma produtora cearense cujos sócios são os mesmos que organizam o Fortal um dos maiores carnavais fora de época do Brasil, que acontece na última semana do mês de julho.

A primeira impressão que ficou foi de duas meninas muito jovens e simpáticas. Conversaram animadamente com os convidados e contaram um pouco da carreira. Que começou como backing vocal de Frank Aguiar, em 1996, com Simaria e em 1998 com a chegada de Simone. A parceria durou até 2007, quando deixaram os vocais de apoio de Frank e, após um hiato, entraram na banda Forró do Muido. Com a banda elas ficaram conhecidas além do Ceará no Rio Grande do Norte, chegando a ganhar o Prêmio Forrozão como Música do Ano, em 2011, maior título do gênero musical no Brasil. Em 2012, as irmãs saíram da banda para focarem na carreira como dupla.

As coleguinhas Simone e Simaria no começo da carreira (Divulgação)

A partir de então a carreira das Coleguinhas foi tomando um grande impulso e elas deixaram de ser apenas um fenômeno nordestino para conquistar o Brasil. Só que não tinham mais a pegada do forró e sim do chamado sertanejo universitário mais com uma pegada na chamada sofrência. E se deram muito bem. Atém porque quando elas chegaram quase que não tinha cantoras nesse segmento. O que depois viria a explodir com Marilia Mendonça, Maiara e Maraisa entre outras.

O sucesso das baianinhas foi tamanho que elas passaram a se chamar apenas Simone & Simaria e iniciou uma escalada de sucesso colocando-as no primeiro escalão dessa nova geração ao lado de nomes como Gustavo Lima Michel Teló, Jorge e Matheus e das mulheres acima citadas. Quando lançou o Bar das Coleguinhas aí foi a consagração e elas não pararam de ser convidadas para shows em todo o Brasil.

Finalmente elas também conquistaram seu estado natal. É na Bahia onde está um de seus maiores público. Nos festejos juninos elas são presença marcantes. Nas grandes festas também. Se tornaram uma espécie de queridinhas com o jeitão moleque das duas. Até que foram convidadas para compor o júri técnico do The Voice Kids com Carlinhos Brown, e Claudia Leitte. Pronto estava formada a “máfia do dendê”.Aliás a dupla fez parceria com o CORREIO quando lançou em 2013 e 2014  CDs encartados na edição do jornal com mais de 100 mil cópias. Como atesta  esse trecho da matéria publicada no jornal.

 

"Quem gostou do disco Rainha da Balada, que a dupla As Coleguinhas lançou há um ano através da promoção do CORREIO, pode se preparar para repetir a dose. Liderada pelas manas Simone, 30 anos, e Simaria, 31, a banda tem novo trabalho encartado no jornal, na edição de hoje. São 120 mil cópias com 15 faixas, entre elas regravações de outros artistas, músicas antigas e inéditas".

Desde que eu as conheci como As Coleguinhas e sempre que as encontro nos eventos, elas continuam as mesmas. Sempre simpáticas, solicitas sem frescura. Isso talvez explique o sucesso contínuo da dupla, além, é claro da qualidade do trabalho delas. Fazem uma música popular, sem apelação emantem um ótimo relacionamento com os colegas de profissão.

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