Eliane Trindade destaca importância do empreendedorismo social

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29.03.2021, 22:04:00
Atualizado: 30.03.2021, 00:16:14

Eliane Trindade destaca importância do empreendedorismo social

Jornalista baiana foi convidada de Joca Guanaes no Segundou

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A importância do empreendedorismo social durante a pandemia foi destacada nesta segunda (29) pela jornalista baiana Eliane Trindade, convidada de Joca Guanes no Segundou, no Instagram do CORREIO: "São organizações, lideranças, gente que está tentando resolver os graves problemas sociais da gente. Ano passado, com a pandemia, a gente viu o quanto é importante o trabalho desses empreendedores. Então, foi importante para a credibilidade das ONGs, porque o governo de hoje não valoriza o trabalho dessas ONGs, mas na pandemia elas se mostraram tão valorosas, chegando e resolvendo onde o Estado nem sempre chegou. A gente teria chegado aqui muito pior se não fosse o trabalho desses heróis que tentam resolver nossa desigualdade".

Eliane, que é natural de Jaguaquara, no sudoeste da Bahia, é editora do Prêmio Empreendedor Social e vencedora do prêmio Ayrton Senna de jornalismo, além de colunista do jornal Folha de S.Paulo. Ela é autora do livro 'As Meninas da Esquina', que revela o dia a dia de seis adolescentes que se prostituíam para sobreviver. Eliane é também uma das líderes do movimento global Catalyst 2030, que promove a redução da desigualdade de gênero.

A jornalista comentou a importância do livro para sua carreira e para sua vida pessoal:

"As Meninas da Esquina me fez uma jornalista melhor, um ser humano melhor. Tive contato com a realidade tão dura de exploração sexual das crianças e adolescentes e, com esse contato próximo, poderia ter ficado 'brutalizada' e passar a achar aquilo natural, mas não é". 

Eliane disse que ainda mantém contato com algumas das garotas, principalmente pelas redes sociais. A jornalista revelou que, em breve, pretende escrever um novo livro relacionado ao primeiro. "De vez em quando, elas me acham nas redes sociais. Com uma delas, faz tempo que não tenho contato e ela é a mais vulnerável de todas, que ainda vive nas ruas", disse a escritora. Uma das garotas morreu depois de se envolver com o tráfico de drogas.

Veja a entrevista na íntegra no Instagram do CORREIO.

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