Estaleiro na Bahia demite mais 350 trabalhadores

bahia
15.02.2015, 14:18:00
Atualizado: 15.02.2015, 14:22:09

Estaleiro na Bahia demite mais 350 trabalhadores

O estaleiro já está 82% concluído, mas as obras foram paralisadas desde que a Sete Brasil começou a atrasar pagamentos e três mil trabalhadores foram desmobilizados

O estaleiro Enseada, no Recôncavo baiano, demitiu 350 trabalhadores, na última sexta-feira, com uma carta aos funcionários dizendo que a indústria naval vive uma crise sem precedentes e que os atrasos de pagamento da Sete Brasil tornaram sua situação insustentável. O número de demitidos acentua ainda mais a queda de empregados no setor de construção naval.

Enseada Bahia (Foto: Divulgação/Enseada)
Foto: Divulgação/Enseada


Segundo o Sindicato da Indústria Naval, só em janeiro deste ano, foram cortados três mil postos. A situação é crítica para os cinco estaleiros que têm contratos com a Sete Brasil, empresa criada para gerenciar a construção das sondas a ser usadas pela Petrobras na exploração do pré-sal.

Segundo fontes ligadas à empresa, a Sete deixou de pagar aos cinco estaleiros entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões desde novembro. E é no estaleiro da Bahia que a situação parece mais grave. O estaleiro Enseada, que pertence às construtoras Odebrecht, OAS e UTC, além do grupo japonês Kawasaki, começou a ser construído em 2012 para atender à demanda do pré-sal.

O estaleiro já está 82% concluído, mas as obras foram paralisadas desde que a Sete Brasil começou a atrasar pagamentos e três mil trabalhadores foram desmobilizados. As demissões alcançam o estaleiro, que informou a suspensão da produção, assim como outros fornecedores da Sete.

A empresa está desde novembro sem pagar o Enseada e a dívida já chega a R$ 500 milhões. Com a inadimplência de seu único cliente, está impossível obter crédito. Também sem receber, o estaleiro Rio Grande, da construtora Engevix, reduziu o ritmo da produção e a empresa só não demitiu porque conseguiu transferir seus funcionários para trabalhar em outras embarcações.

Os atrasos da Sete com o Rio Grande chegam a R$ 180 milhões, e a estimativa é de que atinjam R$ 250 milhões. Montante parecido é devido ao estaleiro Jurong, do grupo SembCorp de Cingapura, segundo informou o presidente mundial na semana passada. Outros R$ 900 milhões estão em atraso com os outros dois estaleiros, o Atlântico Sul e o estaleiro BrasFels.


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