"Eu vou com tudo", garante Ítalo Ferreira antes da final no surfe

esportes
27.07.2021, 01:36:00
Atualizado: 27.07.2021, 01:41:43
Ítalo voa no mar japonês para chegar à final e manter país sonhando com ouro olímpico (Foto: Jonne Roriz/COB)

"Eu vou com tudo", garante Ítalo Ferreira antes da final no surfe

Nordestino é esperança para conquista de primeira medalha de ouro brasileira

Prepare o café. Encha o coração de ódio. E boas vibrações também. Daqui a pouco o Brasil pode conquistar sua primeira medalha de ouro na Olimpíada de Tóquio. Logo mais às 3h46 (horário de Salvador), Ítalo Ferreira fará contra o japonês Kanoa Igarashi uma final que pode lavar a alma de todo um país ainda magoado com a eliminação de Gabriel Medina para o adversário da final.

O potiguar enfrentou uma bateria equilibrada e abusou da tática para vencer o australiano Owen Wright por 13.17 a 12.47 e entrar na história como o primeiro brasileiro a fazer uma final de surfe nas Olimpíadas. É a estreia do esporte nos Jogos. 

"Eu vou para o tudo ou nada. O meu foco é a medalha de ouro, então vou concentrar as minhas energias para ir para cima. Estou sentindo a minha perna há alguns dias, mas tudo isso faz parte da brincadeira", disse o brasileiro.

Ítalo garante que está confiante e vai com o que tem de melhor contra o japonês que tem a melhor média dos Jogos Olímpicos até aqui e, com uma manobra que render nota de 9.33, também alcançou a segunda melhor nota da Olimpíada - atrás somente do próprio Ítalo, que cravou 9.73 após um aéreo nas quartas.

"Estou confiante. O vento atrapalhou algumas manobras que tentei executar na bateria. Foi difícil, mas Deus está guardando algo para final e eu vou com tudo", cravou Ítalo após a semi.

Teve emoção
Ítalo terminou com a vitória, mas foi Wright quem saiu na frente, com um 5 cravado. Ítalo tomou a frente conseguindo um 4.50 seguido de 1.73. No meio da bateria, o brasileiro conseguiu um 6.50 e foi a 11.00 no total. Owen conseguiu um 6.00 e chgou à mesma pontuação, ficando atrás pelo critério de maior onda surfada. 

A agonia veio a partir daí. Ítalo chegou a 13.17 depois de fazer um 6.67 a seis minutos do fim e começou a 'cozinhar' o australiano, já que tinha a prioridade da onda. Owen tentou uma manobra a dois minutos do fim, mas ficou na espuma. O tempo demorou de passar, mas passou, confirmando que um atleta nordestino é o primeiro brasileiro numa final de surfe nas Olimpíadas. Que venha o Japão, a arbitragem e quem mais quiser bater de frente. Bora, Ítalo! Bora, Brasil!

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