Ex-goleiro do Corinthians é condenado por atropelar e matar jovem

esportes
09.03.2022, 18:30:00
Raphael Aflalo foi condenado por homicídio culposo (Reprodução)

Ex-goleiro do Corinthians é condenado por atropelar e matar jovem

Raphael Aflalo, de 24 anos, dirigia em alta velocidade quando atropelou adolescente e padastro

O goleiro Raphael Aflalo, que já defendeu o Corinthians, foi condenado pela Justiça de São Paulo por homicídio culposo. Há quase cinco anos, o jogador de 24 anos atropelou e matou o jovem Matheus da Silva Nascimento e deixou uma segunda pessoa gravemente ferida. O caso aconteceu em abril de 2017, em Santos.

De acordo com a perícia anexada ao processo, Raphael dirigia uma BMW a 101,6 km por hora quando, ao tentar ultrapassar um veículo, atingiu o jovem. Matheus era ambulante e empurrava um carrinho de lanches pela avenida Dr. Epitácio Pessoa. A via tem velocidade máxima de 50 km/h. O padrasto de Matheus, que o ajudava com o carrinho de lanches, também foi atingido, mas sobreviveu. 

Raphael, que ainda pode recorrer da decisão, foi condenado a 3 anos, 7 meses e 16 dias de detenção, em regime aberto. A pena, no entanto, foi substituída pela prestação de serviços à comunidade durante o mesmo prazo, bem como o pagamento de uma prestação pecuniária no valor de R$ 12.120,00 a uma instituição social.

O goleiro, que está cedido ao Felgueiras, de Portugal, pelo Portimonense, foi denunciado à Justiça por tentativa de homicídio e homicídio doloso eventual, quando pode haver intenção de matar. Além de conduzir o carro em uma velocidade que era o dobro da permitida, segundo a perícia, ele estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida.

Na sentença, o juiz Leonardo de Mello Gonçalves afirmou que ficou comprovado que o goleiro agiu de forma "absolutamente imprudente e temerária", e condenou Raphael por homicídio culposo e por lesão corporal culposa. 

"As testemunhas de acusação ouvidas em juízo são uníssonas em descrever a atitude imprudente do acusado na direção do seu veículo [...]. Ademais, a própria dinâmica dos fatos demonstra que o acusado estava dirigindo de maneira imprudente, imprimindo altíssima velocidade em seu automóvel, além de fazer zigue-zague para ultrapassar os outros veículos que estavam na via, haja vista que, ao tentar ultrapassar um veículo preto, atropelou a vítima Matheus e o carrinho que ela empurrava", afirmou o juiz.

"Se estivesse dirigindo de forma diligente e respeitando as leis de trânsito, certamente não causaria o acidente que ocasionou a morte de Matheus".

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