Festa do interior: 9 fatos e curiosidades sobre a inédita final do Baianão

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15.05.2021, 05:59:00
Atlético e Bahia de Feira fazem inédita final entre times do interior (Ascom/Juazeirense e Arisson Marinho/CORREIO)

Festa do interior: 9 fatos e curiosidades sobre a inédita final do Baianão

Atlético de Alagoinhas e Bahia de Feira começam a definir estadual neste domingo

O Campeonato Baiano de 2021 já é histórico. Com as eliminações de Vitória e Bahia, a final será disputada entre Atlético de Alagoinhas e Bahia de Feira. O time da Princesa do Sertão terá a vantagem de decidir em casa o confronto em dois jogos, com a chance de ser bicampeão. Já o Atlético busca um título inédito, em sua segunda final consecutiva.

As duas decisões acontecem nos próximos dois domingos, 16 e 23 de maio. O primeiro jogo será em Alagoinhas, no estádio Carneirão, enquanto o jogo decisivo acontece na Arena Cajueiro, em Feira de Santana. Ambos os embates acontecem às 16h. 

O Atlético chega mais uma vez a uma final de Campeonato Baiano após terminar a primeira fase em quarto lugar e eliminar a líder Juazeirense nas semifinais. Venceu em Alagoinhas por 2x1, mas perdeu por 1x0 na volta. Na decisão por pênaltis, vitória por 3x2 e vaga carimbada. Já o Bahia de Feira, vice-líder da primeira fase, passou com autoridade pelo xará da capital. Após triunfo do Bahia por 1x0 em Pituaçu, o Tremendão ganhou por 3x0 em seu estádio e decide o Baianão mais uma vez.

Para aquecer a disputa inédita, confira algumas curiosidades envolvendo os jogos, os clubes e jogadores que farão a grande final da edição 2021 do Baianão:

  • Final inédita do interior

Esse é um dos principais fatores que fazem essa final ser histórica. Pela primeira vez, uma decisão de Campeonato Baiano será realizada sem nenhum time de Salvador. Além disso, Bahia de Feira e Atlético foram justamente os dois últimos times do interior a chegarem em finais do Baianão: o time de Feira esteve em 2019 e perdeu para o xará da capital, com empate de 1x1 no primeiro jogo e triunfo do Esquadrão por 1x0 na Fonte Nova. Já o Atlético vendeu mais caro o título em 2020: empates por 1x1 e 0x0, que levaram a disputa para os pênaltis. Na marca da cal, 7x6 Bahia.

Além de 2021, os times do interior estiveram em outras quatro finais desde 2011: Bahia de Feira (2011 e 2019), Vitória da Conquista (2015) e Atlético (2020) chegaram à grande decisão nos últimos anos, mas sempre contra Bahia ou Vitória. Só em 2011 saíram campeões, com o Bahia de Feira fazendo a festa em cima do rubro-negro.

  • Terceira final de cada clube

Apesar da novidade de ter dois times do interior na final pela primeira vez, Bahia de Feira e Atlético já estiveram em outras decisões de Campeonato Baiano. O time de Feira decidiu em 2011 contra o Vitória e em 2019 contra o Bahia. Ganhou a primeira e perdeu a segunda. Já o Atlético encarou o Bahia em 1973 e 2020, e perdeu as duas. Destaque para a primeira delas, que foi o primeiro dos sete títulos estaduais consecutivos do Esquadrão, conquistados até 1979.

  • Vale vaga no Nordestão

Além da consagração como campeão estadual, os dois times têm outra disputa grande em jogo: uma vaga na Copa do Nordeste. O vencedor do Campeonato Baiano tem vaga direta na fase de grupos do torneio regional em 2022, enquanto o vice-campeão não poderá sequer disputar a competição. 

Isso porque a Bahia tem três vagas para a Lampions: a do campeão baiano (Atlético ou Bahia de Feira), a do time melhor colocado no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (Bahia) e outra para um time do estado que esteja na Série A ou B, ou com a segunda melhor colocação no ranking da CBF. O Vitória seria o "escolhido" nos dois casos. Dos três, somente o Leão não entrará diretamente na fase de grupos e terá que disputar o chamado pré-Nordeste, uma eliminatória que define os últimos classificados para a fase de grupos.

  • Sem Ba-Vi nas primeiras colocações

Pode parecer a mesma informação dita no primeiro tópico, mas não é. Apesar de ser a primeira final entre dois times do interior, o Baianão já teve outras edições em que Bahia e Vitória não estiveram entre os dois primeiros colocados da competição. Isso não acontecia desde o ano de 1968, ou seja, há 53 anos. 

Naquele ano, o estadual começava com dois grupos de sete times cada, em que os quatro melhores se classificavam para um octogonal final. Os oito sobreviventes duelavam em jogos de ida e volta e o time de maior pontuação era campeão baiano. No fim das 14 rodadas, o Galícia terminou como primeiro e o Fluminense de Feira em segundo, com direito a confronto direto entre ambos na rodada decisiva. Vitória e Bahia vieram na sequência, em terceiro e quarto lugar, respectivamente.

  • Campeão inédito?

Com a chegada das duas equipes, a final terá apenas um título estadual em campo, do lado do Bahia de Feira. Com isso, há uma chance de termos mais um campeão estadual inédito, algo que não acontece há dez anos. Em 2011, foi justamente o Tremendão quem faturou uma taça de Campeonato Baiano pela primeira vez. Caso o Carcará alcance o feito, se tornará o 21º campeão baiano da história, e apenas o quarto time do interior do estado, juntando-se a Bahia de Feira, Fluminense e Colo Colo.

  • Ou maior campeão do interior?

Como foi dito, apenas três equipes do interior do estado conquistaram o Baianão. Dessas, apenas o Fluminense de Feira de Santana tem dois títulos: 1963 e 1969. Caso fature a taça, o Bahia de Feira se igualará ao time da sua cidade como time do interior do estado com mais títulos do estadual. O Tremendão também se igualaria ao extinto Fluminense de Salvador, e ficaria atrás apenas de Galícia (5 títulos), Botafogo (7), Ypiranga (10) e, claro, Vitória (29) e Bahia (49).

  • Bahia desbancado pelo interior

Ainda que não vença a final, o Bahia de Feira já quebrou um tabu histórico e que durava 25 anos: o de ser o primeiro time do interior no período a eliminar o Bahia do Campeonato Baiano. Isso não acontecia desde que o Poções eliminou o Esquadrão na semifinal da edição de 1996, para definir o campeonato contra o Vitória. De lá para cá, o Bahia só foi eliminado em mata-mata pelo Vitória, seja em semifinais ou na final, ou em fases de grupos da competição . 

  • Mais uma vez Diones

Enquanto os dois times disputam a terceira final de suas histórias, o meio campista Diones, do Bahia de Feira, alcançou a sua quarta decisão de Campeonato Baiano. O volante esteve nas decisões de 2011, 2012 e 2013, e foi campeão nas duas primeiras. Com isso, busca chegar ao seu terceiro título do estadual, algo que nem o próprio Bahia de Feira (campeão uma vez) nem o Atlético (nenhum título) tem na história.

Para se ter uma ideia do tamanho do feito de Diones, o único jogador que está atualmente no futebol baiano e tem mais finais que ele o volante é Lucas Fonseca, zagueiro do Bahia, que jogou seis decisões (2014, 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020). O também zagueiro Wallace, do Vitória, está empatado com Diones nesse quesito: jogou as quatro decisões entre 2007 e 2010, e foi campeão em todas.

  • Consagração de Robert

Ele viveu uma montanha russa durante esse Campeonato Baiano, mas o maior artilheiro da história do Atlético pode consagrar de vez o nome no clube. O atacante Robert, de 35 anos, chegou a ser afastado por indisciplina durante o estadual. No início de abril, foi reintegrado após um mês e marcou um importante gol no empate contra o Jacuipense por 2x2, na oitava rodada. Ao todo, tem 63 gols com a camisa do Carcará.

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