Festival Graffiti Queens: Feminino, artístico e político

entretenimento
19.06.2020, 06:00:00
Atualizado: 20.06.2020, 00:05:15
As fotos de Carol Garcia da arte de rua estão no festival (Carol Garcia/divulgação)

Festival Graffiti Queens: Feminino, artístico e político

Três artistas baianas estão na programação do evento, que acontece nas redes sociais e através de projeções

Quem presta atenção nos grafites espalhados pela cidade sabe que a presença feminina, ainda que tenha crescido, ainda é muito tímida. Criado no ano passado em São Paulo, o Festival Graffiti Queens nasceu justamente para tentar divulgar o trabalho de garotas que se dedicam à arte urbana. A partir da plataforma de mesmo nome, a artista manauara Chermie Ferreira idealizou o encontro, que chega à segunda edição adaptado ao contexto da pandemia do novo coronavírus.  

Se por um lado perderam o burburinho do encontro e a realização do grafite ao vivo, ganharam em tamanho e articulação. O evento, que começou ontem e segue até este domingo, está acontecendo simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Salvador, onde os trabalhos serão projetados em fachadas, com participação de 210 artistas nacionais e de seis países da América Latina
 

projeção
Em Salvador, a projeção acontece na Barra e segue neste sábado (20) e domingo (21) (Foto: Divulgação)

E, claro, tem todas as suas atividades amplificadas no instagram  e facebook do Festival Graffiti Queens, além do canal da plataforma no Youtube. O que, reflete a produtora Carolina Herszenhut, acabou fortalecendo o principal objetivo do evento, de agregar mulheres fora do eixo Rio e São Paulo, indígenas, negras e trans. “Por isso abrimos para mais mulheres e parcerias”, reforça Carolina.

Uma parceria fundamental  foi com o Coletivo de VJs Projetemos. Em Salvador, a VJ Ani Haze está fazendo as projeções num prédio na Rua João Pondé, na Barra, das 18h às 20h. “A ideia surgiu quando percebi que não poderia fazer o festival esse ano e entendi que a projeção, além de inovadora, poderá trazer mulheres que talvez não viessem para o evento físico”, afirma Chermie.

monique

Além de grafiteiras, o festival incluiu pintoras, ilustradoras, fotógrafas e performers. Três artistas baianas foram selecionadas para o Queens: as grafiteiras  Ananda Santana (srt.as) e Monique Primeiro (moniquegraffiti) e a fotógrafa Carol Garcia (carolgarciafoto). 

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