Filme sobre dominatrix pioneira vence XVI Panorama Coisa de Cinema

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04.03.2021, 05:30:00
O documentário Vil, Má - Divinely Evil, de Gustavo Vinagre (Foto: divulgação)

Filme sobre dominatrix pioneira vence XVI Panorama Coisa de Cinema

Festival baiano exibe neste sábado (6) os vencedores de sua primeira edição online

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O filme Vil, Má - Divinely Evil, de Gustavo Vinagre foi o longa-metragem premiado na Competitiva Nacional do XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema, que anunciou os filmes vencedores na noite desta quarta-feira (03/3), em cerimônia transmitida ao vivo na internet. O documentário apresenta a trajetória de Wilma Azevedo, que, aos 74 anos, narra seu passado de dominatrix e escritora de contos eróticos. 

O júri formado pelo cineasta André Oliveira, a produtora Emilie Lesclaux e a pesquisadora Thais Brito justificou a escolha pelo “domínio de uma narrativa dupla em planos fixos hipnotizantes que revelam histórias de prazer e dor. Uma viagem entre fantasia, lembranças e criação literária. A força de uma personagem que também é criadora”. 

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Dorivando Saravá, o Preto que Virou Mar venceu a Competitiva Baiana  (Foto: divulgação)

Na Competitiva Baiana, a crítica Cecília Barroso, o professor e crítico Marcelo Ikeda e o diretor Léo Bittencourt escolheram o longa Dorivando Saravá, o Preto Que Virou Mar”, de Henrique Dantas, “por fugir do tradicional objeto documental, ainda que em mesmo formato, transformando a biografia em percepção e influência, e por reproduzir esteticamente o principal elemento de uma obra”. 

Uma novidade desta edição, a primeira online, o Júri Popular elegeu a produção baiana “Filho de Boi”, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero, como melhor longa nacional, e “Portugal Pequeno”, de Victor Quintanilha, como melhor curta. Na Competitiva Baiana, o público escolheu o longa “Bembé do Mercado - 130 Anos”, de Danillo Barata e Thaís Brito, e o curta “Fica Bem”, de Klaus Hastenreiter. 
 
O tradicional Júri Jovem, formado por participantes da oficina de Escrita Crítica oferecida pelo festival, premiou “Neojibá - Música que Transforma”, de Sérgio Machado e George Walker Torres, como melhor longa da Competitiva Baiana, pelo domínio dos códigos documentais clássicos, construção de uma narrativa através de seu silencioso protagonista e instigante percurso transcontinental dos personagens movidos por uma paixão pela música. 
 
Os escolhidos pelos júris Oficial e Jovem nas competitivas Baiana e Nacional receberão prêmios em serviços da Mistika, Naymar CiaRio, Griot, Bucareste Ateliê de Cinema, Nuno Penna, Marcelo Benedicts e Napoleão Cunha.  Os filmes premiados serão disponibilizados novamente no site do Panorama (xvi-panorama.coisadecinema.com.br) neste sábado (6). O acesso será aberto à 0h e será mantido por 24 horas. 
 
Uma realização da produtora Coisa de Cinema, o XVI Panorama Internacional Coisa de Cinema ocorreu de 24 de fevereiro a 3 de março, com a exibição gratuita de 77 filmes. O festival teve apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal. 


VENCEDORES

Competitiva Nacional (Juri Oficial)

Melhor Longa: Vil, Má - Divinely Evil, de Gustavo Vinagre (prêmio em serviços da Mistika e de Naymar CiaRio    
Prêmio Especial do Júri: Voltei!, de Ary Rosa e Glenda Nicácio)
Menção Honrosa: A Flecha e a Farda, de Miguel Antunes Ramos
Melhor curta: Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho (prêmio em serviços da Mistika e de Naymar CiaRio)
Prêmio Especial do Júri: Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha
Menção Honrosa:     Inspirações, de Ariany de Souza

Competitiva Baiana 

Melhor Longa Baiano: Dorivando Saravá, o Preto Que Virou Mar, de Henrique Dantas (prêmio em serviços da Griot e de Nuno Penna)
Prêmio Especial do Júri: Rosa Tirana, de Rogério Sagui
Menção Honrosa:    Memórias Afro-Atlânticas, de Gabriela Barreto
Melhor Curta: Tudo Que É Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues Filho (prêmio em serviços da Griot, Marcelo Benedicts e Napoleão Cunha)
Prêmio Especial do Júri: À Beira Do Planeta Mainha Soprou A Gente, Bruna Barros e Bruna Castro
Menção Honrosa:    Modo Noturno, de Calebe Lopes 

Competitiva Internacional

Melhor Longa:     Mamá, Mamá, Mamá, de Sol Berruezo Pichon-Rivière (Argentina)
Prêmio Especial do Júri: A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)
Melhor Curta:    O Silêncio do Rio, de Francesca Canepa (Peru)
Prêmio Especial do Júri: Os Meninos Lobo, de Otávio Almeida (Cuba)

Júri Indie Lisboa 

Competitiva Nacional
Melhor Longa: O Amor Dentro da Câmera, de Jamille Fortunato e Lara Beck Belov 
Melhor Curta: Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho

Júri Jovem

Competitiva Nacional 
Melhor Longa: Eu, Empresa, de Leon Sampaio e Marcus Curvelo 
Melhor Curta: Opy’i Regua, de Júlia Gimenes e Sérgio Guidoux  (prêmio: bolsa de estudos no Bucareste
Ateliê de Cinema)
Menção Honrosa Curta:  Noite de Seresta, de Sávio Fernandes e Muniz Filho

Competitiva Baiana 
Melhor Longa: Neojibá - Música que Transforma, de Sérgio Machado e George Walker Torres
Melhor Curta: Tudo que é Apertado Rasga, de Fabio Rodrigues Filho (prêmio: bolsa de estudos no Bucareste Ateliê de Cinema)

Júri Popular

Competitiva Nacional 
Melhor Longa:Filho de Boi, de Haroldo Borges e Ernesto Molinero
Melhor Curta: Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha

Competitiva Baiana 
Melhor Longa:    Bembé do Mercado - 130 anos, de Danillo Barata e Thaís Brito
Melhor Curta: Fica bem, de Klaus Hastenreiter. 

Competitiva Internacional
Melhor Longa:    A metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos (Portugal)
Melhor Curta: Daughter, de Daria Kashcheeva (República Tcheca)

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