Força-tarefa investiga participação de policiais em grupos de extermínio

bahia
10.10.2012, 13:33:00

Força-tarefa investiga participação de policiais em grupos de extermínio

Desde fevereiro, houve um crescimento de 100 % no número de homicídios no CIA

Da Redação

A Polícia Civil divulgou nesta quarta-feira (10) que uma força-tarefa vai intensificar as investigações de homicídios registrados nas áreas desabitadas do Centro Industrial de Aratu (CIA), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Dos 46 corpos localizados nos últimos seis meses na região, 16 foram identificados e são de pessoas que moravam em Salvador ou outra cidade da RMS. Apenas uma tinha vínculos com Simões Filho, segundo a assessoria da polícia.

Levantamento realizado pela 22ª Delegacia Territorial (DT/Simões Filho), Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM), e Departamento de Polícia Técnica (DPT) aponta que a maioria das mortes apresenta as mesmas características, levando à conclusão de que os assassinatos são praticados por grupos de extermínio e contam com a participação de policiais como executores.

As investigações apontam também que a maioria das vítimas tinha envolvimento em crimes diversos, como assaltos, tráfico de drogas e homicídios.

Homicídios aumentam 100%
Ainda de acordo com a assesoria da polícia, desde fevereiro deste ano, quando a região foi desmembrada da 8ª Delegacia Territorial (DT/CIA) e colocada sob responsabilidade da 22ª DT, houve um crescimento de 100% no número de registros desse crime, se comparado ao mesmo período do ano passado.

A força tarefa terá duração inicial de 90 dias. A delegada Heloísa Brito, diretora do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), informou que a partir dos resultados alcançados, “a polícia fará uma avaliação para definir se o grupo deverá continuar com o trabalho ou não”.

O coordenador das investigações será o delegado Adailton Adan, que assumiu a 22ª DT em fevereiro, quando houve redimensionamento de delegacias. A 22ª passou a cobrir uma área de 20 quilômetros quadrados, correspondentes a todo o município de Simões Filho, e a 8ª DT passou a ter como área de abrangência o bairro de Valéria e localidades próximas, em Salvador.

Locais identificados como pontos de maior incidência de assassinatos e de abandono de corpos, além das principais vias de acesso dos criminosos, já estão sendo monitorados por câmeras de segurança.

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